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Trump sugere que Zelensky aceitaria ceder Crimeia e pressiona por acordo entre Rússia e Ucrânia

Presidente americano abordou o tema ao falar com jornalistas no aeroporto de Morristown, em Nova Jersey, antes de embarcar de volta a Washington, após participar do funeral do papa Francisco

Felipe Cerqueira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retorna à Casa Branca
US President Donald Trump returns to the White House from New Jersey Jim Lo Scalzo/EFE/EPA/Pool

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (27) acreditar que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estaria disposto a renunciar à Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014. A declaração contraria posicionamentos anteriores de Zelensky, que insiste que a Crimeia “pertence” à Ucrânia.

Trump abordou o tema ao falar com jornalistas no aeroporto de Morristown, em Nova Jersey, antes de embarcar no Air Force One de volta a Washington, após participar do funeral do papa Francisco em Roma. Segundo ele, Zelensky estaria aberto a concessões como parte de um eventual acordo de paz. “Sim, acredito nisso”, respondeu Trump, ao ser questionado sobre a possível renúncia ucraniana à Crimeia. Posteriormente, indicou que suas palavras poderiam ter sido em tom de brincadeira.

Desde que reassumiu a presidência em janeiro, Trump tem feito uma ofensiva diplomática para tentar encerrar o conflito iniciado em 2022, até agora sem sucesso. Ele também reiterou a necessidade de que o presidente russo, Vladimir Putin, “deixe de atirar, se sente e firme um acordo”. A reunião entre Trump e Zelensky ocorreu neste sábado (26), em Roma, em paralelo ao funeral do papa. Foi o primeiro encontro presencial dos dois líderes desde o embate televisionado que tiveram na Casa Branca em fevereiro.

Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a próxima semana será “crucial” para avaliar se Rússia e Ucrânia estão realmente dispostas a firmar um acordo de paz. Em entrevista à emissora NBC, Rubio disse que Washington está próximo de um entendimento, mas advertiu que ainda há obstáculos. “Temos razões para otimismo, mas também para realismo”, declarou. Ele reforçou que a única saída para o conflito seria um acordo negociado, exigindo concessões de ambos os lados.

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O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Mike Waltz, confirmou que estão em andamento conversas com Kiev e Moscou, mas evitou dar detalhes. Em entrevista recente à revista Time, Trump sugeriu que uma proposta de paz americana incluiria o reconhecimento da Crimeia como território russo, informação ainda não confirmada oficialmente. Zelensky, por sua vez, reafirmou que a península continua sendo parte da Ucrânia.

*Com informações da AFP
Publicado por Felipe Cerqueira

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