Ucrânia ataca Rússia com 600 drones e mata ao menos quatro pessoas 

Ministério da Defesa russo informou que seus sistemas antiaéreos derrubaram 556 drones. Zelensky classificou o ataque como: ‘completamente justificado’

  • Por AFP
  • 17/05/2026 10h25
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VIDEO OBTAINED BY REUTERS / MAXAR TECHNOLOGIES/Reuters ataque ucraniano na rússia Força Aérea ucraniana afirmou neste domingo que interceptou 279 drones de ataque e dispositivos russos

A Rússia afirmou neste domingo (17) que Kiev bombardeou seu território com 600 drones, em ataques que provocaram quatro mortes. Moscou e sua região foram particularmente afetadas. Os ataques deixaram três mortos nas imediações da capital e outra vítima fatal na região de Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia.

Na região ao redor da capital, várias residências e infraestruturas foram danificadas e quatro pessoas ficaram feridas. Mais de 80 drones foram interceptados em Moscou e um ataque deixou 12 feridos, “a maioria operários” de uma obra próxima a uma refinaria, segundo o prefeito Sergei Sobyanin. “A produção da refinaria não foi afetada. Três edifícios residenciais foram atingidos”, afirmou o prefeito.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como “completamente justificado” após os últimos ataques russos contra seu país que deixo ao menos 24 mortos em Kiev. “Nossas respostas à prolongação da guerra por parte da Rússia e a seus ataques contra nossas cidades e comunidades são completamente justificadas”, afirmou nas redes sociais. Zelensky acrescentou que desta vez os ucranianos estão “dizendo claramente aos russos: seu Estado deve acabar com a guerra”.

Por sua vez, a Força Aérea ucraniana afirmou neste domingo que interceptou 279 drones de ataque e dispositivos russos de um total de 287 lançados durante a noite.

O Ministério da Defesa russo informou que seus sistemas antiaéreos derrubaram 556 drones entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. Outros 30 drones foram interceptados em um dos bombardeios ucranianos mais intensos desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

As interceptações, muito acima das poucas dezenas registradas habitualmente, aconteceram em 14 regiões russas, assim como sobre a anexada Crimeia e os mares Negro e de Azov, informou o ministério na plataforma de mensagens russa Max.

 

 

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