União Europeia prevê que Ômicron será dominante no continente em meados de janeiro

Segundo Ursula von der Leyen, bloco tem vacinas suficientes para combater a variante e terceira dose é, até o momento, melhor forma de se proteger contra cepa

  • Por Jovem Pan
  • 15/12/2021 10h58 - Atualizado em 15/12/2021 14h28
EFE/EPA/STEPHANIE LECOCQ - Ursula von der Leyen Ursula von der Leyen lembrou da importância da terceira dose da vacina ao falar no Parlamento europeu

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou na quarta-feira, 15, que a variante Ômicron da Covid-19 pode ser dominante na Europa em meados de janeiro, mas garantiu que os 27 países da UE têm vacinas suficientes para combater o vírus. Dada a rápida progressão de casos, “a ciência nos diz que devemos esperar que a Ômicron seja a nova variante dominante na Europa em meados de janeiro”, declarou Von der Leyen ao Parlamento Europeu. A variante se propaga “a um ritmo que não vimos com nenhuma outra variante”, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) também na terça-feira. A OMS pediu aos governos que usem todas as ferramentas anticovid-19 disponíveis para evitar que os sistemas de saúde europeus se vejam rapidamente sobrecarregados, às vésperas das festas de fim de ano.

“Durante o ano que está terminando, trabalhamos duro e conquistamos muitas coisas. E é por isso que a Europa está agora em melhor posição para combater o vírus”, continuou a presidente da Comissão Europeia, na antessala de uma cúpula de lideranças europeias. “Em primeiro lugar, agora temos bastante doses de vacinas suficientes para cada europeu”, acrescentou Ursula von der Leyen, lembrando que 66,6% da população da UE recebeu duas doses da vacina contra a covid-19 e que, por enquanto, a terceira dose ” é a melhor proteção contra a nova variante”. “O mais importante agora é aumentar, o mais rápido possível, o número de pessoas vacinadas na Europa”, pois “o preço que pagaremos se as pessoas não estiverem vacinadas continuará aumentando”, insistiu a presidente do Executivo europeu.

*Com informações da AFP