Não teremos dificuldades para ter maioria na Câmara, diz Ricardo Nunes
A avaliação do vice-prefeito eleito em São Paulo é que a prefeitura da capital paulista não deve enfrentar dificuldades para conquistar a maioria na Câmara Municipal. A declaração de Ricardo Nunes (MDB), feita nesta terça-feira, 1º, acontece após a Casa passar por uma renovação política nas eleições municipais. Para Nunes, que cumpre o segundo mandato como vereador do município, a sua experiência será positiva para garantir o diálogo entre o Executivo e o Legislativo de São Paulo. “Nesses meus oito anos tive uma relação muito boa com os vereadores, sempre escutei todos os vereadores de todos os partidos. Posso dar uma grande contribuição ao prefeito Bruno Covas nesse diálogo. Se pegarmos os vereadores eleitos, dentre aqueles que estavam na coligação e os que nos apoiaram, estamos com 34 vereadores. Não existe um compromisso, mas uma sinalização de entendimento com o que pensa o prefeito. Então creio que não teremos dificuldades com relação a ter maioria na Câmara, o que é importante”, comenta.
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Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Ricardo Nunes explicou como foi construída a relação com Bruno Covas e a definição de composição para a disputa municipal em 2020. Segundo ele, a relação foi estabelecida naturalmente e a escolha de seu nome para vice-prefeito de São Paulo “uma opção pessoal” do tucano. “Como vereador sempre tive muito contato com o Bruno. No ano passado, presidi a CPI da sonegação tributária, foi uma CPI bastante intensa, tivemos vários embates e intensificou as nossas reuniões para discutir essa questão da cidade. Desde então pela simpatia com o Bruno começamos a ter alguns diálogos, falava que faria algum trabalho para que meu partido convergente a ser junto com ele. Gostamos muito da sua forma de governar, Bruno é um cara muito aberto, muito acessível e isso deixou uma postura muito simpática da nossa parte. [A relação] foi construída muito natural, uma relação de confiança pelas pautas que eu levava para o Bruno, foi uma opção pessoal dele a minha escolha como vice”, comenta.
Sobre a votação do segundo turno, o vice-prefeito eleito avaliou que a preocupação com a pandemia da Covid-19 foi um dos motivos que impulsionou os altos índices de abstenções em São Paulo, assim como em outros locais do país. Agora, Ricardo Nunes aguarda a primeira conversa com o prefeito após a eleição para definir sua participação no governo. “O que o Bruno sempre tem falado em nossas reuniões, durante a campanha, é de que ele pretende utilizar a minha experiência. Sou um vereador que foi eleito na periferia, sou empresário com 25 anos de empresa. Então essa minha atuação na periferia, nas associações pode dar uma grande contribuição. Em momento nenhum, até o presente momento, a gente conversou se vou ser secretário, se não serei secretário. Mas estou à disposição para cumprir a missão que ele me der.” Nunes finalizou dizendo esperar que pós-eleições as polêmicas, segundo ele infundadas, de supostas agressões a sua esposa tenham sido superadas. “Desde o início minha esposa comentou que não houve nenhum tipo de agressão física ou verbal, houve um problema há 10 anos, uma crise conjugal. Criaram uma situação que tem machucado bastante a minha família, mas tenho certeza que passado a campanha essa estratégia passa porque nós ganhamos a eleição. Tem sido difícil, mas que fique como experiência para todo mundo, não é esse tipo de coisa que muda o resultado nas urnas.”
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