‘Nós começamos a colher frutos do início da fase vermelha’, diz Marco Vinholi
O secretário de desenvolvimento regional de São Paulo, Marco Vinholi, afirmou, nesta terça-feira, 30, que o Estado começou a colher os frutos do início da fase vermelha do Plano São Paulo e da implantação da fase emergencial. “Nós começamos a colher os frutos do início da fase vermelha e também da fase emergencial. Houve uma leve desaceleração no que tange as internações por Covid-19, mas ainda temos um longo caminho pela frente para a gente poder conter a pandemia do coronavírus nesse momento mais agudo”, disse o secretário, em entrevista ao Jornal da Manhã. Vinholi apontou que apenas as medidas de restrição aliadas à vacinação vão garantir a volta à normalidade. “A imunização que é o que vai garantir com que a gente possa voltar à normalidade. Só a vacinação vai poder nos trazer de volta esse conceito fundamental de vida.” Segundo ele, a diminuição no número de pessoas internadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com mais de 70 anos é um reflexo claro da vacinação. “Nós observamos que a imunização teve um impacto positivo entre os profissionais de saúde. Isso foi fundamental para que a gente chegasse nesse período mais agudo da pandemia com a nossa linha de frente em condições de enfrentar”, analisou. “As faixas etárias que já foram imunizadas começam a sentir um impacto muito menor da pandemia.”
Em relação aos índices de ocupação de leitos de UTI, o secretário pontuou que as regiões de São José do Rio Preto, de Araçatuba, de Presidente Prudente e de Sorocaba são as quatro mais impactadas pela pandemia nesse momento. “Nós temos praticamente todas as regiões do Estado acima de 90% de ocupação de leitos de UTI ou próximo disso. As únicas duas abaixo são a região do Vale do Paraíba e da Baixada Santista”, explicou. Ele disse que a fase vermelha é implantada a partir de 80% de ocupação dos leitos de UTI. Além disso, o Centro de Contingência também analisa o número de casos, internações e óbitos por 100 mil habitantes para propor a regressão de fase. “Se olharmos esse conjunto, o Estado ainda está muito impactado”, respondeu Vinholi sobre a chance de retorno à fase laranja, com menos restrições. “A expectativa é que no dia 11 de abril a gente possa ter boas notícias, mas isso vai depender do que a gente está fazendo agora. Estamos em um período ainda muito crítico. O governo aumentou em 140% os leitos de UTI ao longo desse período, mas mesmo assim o sistema de saúde está muito impactado e lutando a cada dia para superar esses limites.” O secretário ressaltou que os próximos dias serão cruciais para a desaceleração da disseminação do coronavírus e reforçou o pedido à população: “Quarentena não é férias”.
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Ele acredita que a mobilização conjunta do governo do Estado e das prefeituras foram eficientes para conter a ida de pessoas ao litoral durante o feriado antecipado. “Houve fechamento da orla ao longo desse período, além de barreiras sanitárias com o apoio de toda a nossa segurança pública ao longo do litoral paulista. Nós temos passado a todo momento essa mensagem à população. Nós conseguimos a redução de 55% no fluxo Anchieta-Imigrantes, 47% na Tamoios e um pouco acima de 60% na Mogi-Bertioga. Nós conseguimos segurar bastante o fluxo, o impacto, nesse período. Mas o que vai realmente dar um resultado melhor é a conscientização da população”, considerou.
Marco Vinholi considera que a gestão do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pode ser um passo importante em direção à maior conscientização da população. “Nós aqui, desde o começo da pandemia, buscamos o entendimento, o apoio em torno do combate à pandemia. O que nós fizemos desde o primeiro momento foi lutar e defender a população de São Paulo usando aquilo que a ciência, a saúde e a racionalidade dizem. Nós buscamos essa parceria com o governo federal a a todo momento e vamos seguir buscando”, afirmou. “Outro dia me perguntaram: ‘Tem prefeito negacionista no Estado de São Paulo?’. Eu digo que não. É impossível que alguém possa se manter negacionista vendo tantas mortes em sua cidade. E nós temos observado, ao longo desse período, pessoas que eram negacionistas e começarem a ter uma postura diferente”, analisou. O secretário espera que o mesmo aconteça com o governo federal, mas pontuou que ainda há muita desconfiança com o Ministério da Saúde pelo que a pasta apresentou até agora no combate ao coronavírus.
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