Obra de Burle Marx pode receber título de Patrimônio Mundial da Unesco na segunda-feira
A Unesco começou a avaliar na China as candidaturas aos próximos patrimônios mundiais culturais e naturais. O Brasil está na disputa e é representado pelo sítio Roberto Burle Marx, localizado em Barra de Guaratiba, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Lá estão obras do paisagista e um laboratório de botânicas. Suzana Bezerra, bióloga do sitio, diz que a preservação é importante pela memoria de Burle Marx e pela coleção botânica — uma das mais importantes do mundo. “A coleção é uma coleção tropical e subtropical de diversos lugares do mundo. O Burle Marx visitou diversos biomas brasileiros em busca dessas plantas para utilizar no paisagismo e elas vieram de outros lugares do mundo também. Somos representantes da Amazônia, da Mata Atlântica, do Cerrado, da Caatinga, da Malásia, da Índia, da China e por aí vai.”
O regulamento permite que cada país apresente apenas um bem a cada ano. A 44ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco será ocorre na cidade de Fuzhou, na China, depois de um ano. Há candidaturas pendentes do ano passado, por conta da pandemia de Covid-19. É o caso do sítio brasileiro, por exemplo. A decisão deve sair amanhã. Caso seja confirmado, será o 23º bem brasileiro na lista de patrimônios mundiais da Unesco. O último bem nacional que atingiu esse nível na Unesco é o conjunto das localidades de Paraty e Ilha Grande, na Costa Verde fluminense.
*Com informações do repórter Fernando Martins
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