Opositor Massa descarta acordo com Macri para eleições na Argentina
Buenos Aires, 15 ago (EFE).- O candidato à presidência da Argentina pelo opositor Frente Renovador, Sergio Massa, descartou neste sábado buscar um acordo com o também postulante opositor Mauricio Macri para as eleições presidenciais de outubro.
“Como vou pactuar com alguém que não sei como pensa?”, disse Massa, que garantiu que “de nenhuma maneira” irá se aliar a Macri.
Nas primárias do domingo passado, Massa, ex-chefe de gabinete do governo de Cristina Kirchner e hoje líder do peronismo dissidente, obteve o terceiro lugar, com 14,23% dos votos. O mais votado foi o candidato governista, Daniel Scioli (38,41%), seguido pelo conservador Mauricio Macri, líder da Proposta Republicana (Pró), que obteve 24,28%.
Quem pretende chegar à presidência no primeiro turno, no pleito de outubro, deverá obter 45% dos votos ou pelo menos 40% mais 10 pontos de diferença sobre o segundo colocado.
“Não escutei uma só proposta”, disse Massa ao ser perguntado sobre Macri, em declarações à “Radio Continental”, de Buenos Aires.
O líder do Frente Renovador afirmou que não o incomoda que “tentem polarizar” a escolha entre Scioli e Macri e afirmou que não se preocupa com o que os outros fazem.
“Estou tranquilo e otimista de que durante um ano preparamos a melhor proposta”, declarou.
Para as eleições presidenciais, Massa conta com o apoio do governador da província de Córdoba, José Manuel de la Sota, que disputou as primárias com o ex-chefe de gabinete e obteve 6,4% dos votos. Já Macri dá por certo que aqueles que no domingo passado votaram por seus aliados, o senador Ernesto Sanz (3,45%) e a deputada Elisa Carrió (2,34%), o apoiarão em outubro.
Nos últimos dias, a imprensa local especulou um eventual acordo entre Massa e Macri, o que significaria o líder do Frente Renovador abdicar de sua candidatura, o que complicaria seriamente as aspirações de Scioli para chegar à presidência em dezembro.
“Macri e eu expressamos coisas distintas, e não há nada mais falso do que um pacto de espaços que expressem coisas distintas”, sustentou Massa. EFE
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