Papa Leão XIV condena uso da religião para justificar guerras
Em sua primeira viagem oficial ao exterior como chefe da Igreja Católica, o Papa Leão XIV visitou a Turquia para celebrar os 1.700 anos do Concílio de Niceia, na atual cidade de Iznik. Durante o evento, o pontífice fez declarações contra o uso da fé como pretexto para conflitos armados e violência.
Diante de um grupo de líderes cristãos do Oriente Médio e representantes de outras tradições religiosas, Leão XIV classificou como um “escândalo” o fato de que, mesmo com mais de dois bilhões de cristãos no mundo, a religião continue sendo instrumentalizada para validar perseguições.
“Devemos rejeitar firmemente o uso da religião para justificar a guerra, a violência ou qualquer forma de fundamentalismo ou de fanatismo”, declarou o Papa. Ele reforçou que uma humanidade ferida por conflitos clama, neste momento, por reconciliação.
O discurso ocorre em um momento de escalada de tensões globais, onde motivações religiosas têm influenciado conflitos na África, no Sul da Ásia e no Oriente Médio. Organizações ligadas ao Vaticano já alertavam para o aumento de ataques contra minorias cristãs em regiões como o Sahel, além da deterioração do diálogo inter-religioso na Síria e a politização de discursos religiosos na Europa Oriental.
O Papa também abordou a divisão interna entre as igrejas cristãs, afirmando que a falta de unidade apenas amplia as fragilidades das instituições religiosas perante as crises globais.
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Peso diplomático
A visita à Turquia e o encontro com lideranças locais foram interpretados pela comunidade internacional como um importante gesto diplomático. A presença do Papa em um país que serve de ponte geográfica e cultural entre o Ocidente e o Oriente busca reforçar o diálogo em uma região onde temas religiosos possuem forte impacto social e político.
*Com informações de Eliseu Caetano
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*Reportagem produzida com auxílio de IA
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