Pentágono diz que recrutamento de rebeldes sírios é melhor do que o previsto

  • Por Agencia EFE
  • 25/02/2015 19h50
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Washington, 25 fev (EFE).- O enviado dos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico (EI), o general reformado John Allen, disse nesta quarta-feira que o número de recrutas para criar uma força rebelde moderada na Síria é mais alto do que o esperado.

Allen disse ao comitê de Relações Exteriores do Senado que “os números estão acima” do previsto dos que querem se somar ao programa de treinamento de milicianos sírios para combater no terreno os jihadistas do EI.

Os Estados Unidos conseguiram identificar e dar sinal verde para cerca de 1.200 milicianos moderados, opositores ao regime de Bashar al Assad e também contrários contrários aos sunitas do EI, indicou o Pentágono.

Após confirmar os vínculos dos milicianos, o Pentágono espera poder começar os primeiros treinamentos na Jordânia e na Turquia em março, para ampliá-los posteriormente à Arábia Saudita e ao Catar.

O objetivo é treinar três mil rebeldes até o final de 2015 e aumentar o número atual de milicianos, cinco mil.

Allen, que foi chefe das tropas americanas no Afeganistão e teve um importante papel durante a Guerra do Iraque, disse que a situação na Síria é “mais complicada e difícil” que no Iraque, onde o EI mantém o controle da segunda cidade do país.

O enviado dos Estados Unidos confiou que o apoio aéreo da coalizão internacional e o treinamento e assessoria de tropas iraquianas e curdas será suficiente para deslocar o EI das áreas em que o grupo mantém o controle no Iraque.

O ex-militar acredita que o desdobramento de soldados americanos no terreno no Iraque será uma ferramenta de recrutamento para o EI.

No entanto, reconheceu que as Forças Armadas iraquianas continuam compostas “majoritariamente” por soldados xiitas, o que desperta o receio das comunidades sunitas no Iraque, que em alguns casos apoiaram o EI.

Allen disse que também será necessário que o Congresso aprove o mais rápido possível a autorização de poderes de guerra enviada pelo presidente, Barack Obama, para esse conflito, mas destacou que o fim “duradouro do EI não vai acontecer amanhã”. EFE

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