Pimentel: Condenação é baseada em delação ‘questionável e contraditória’
O ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), considerou “absurda, injusta e juridicamente insustentável” a condenação a dez anos e seis meses de prisão, em regime fechado, por tráfico de influência em lavagem de dinheiro. Em uma nota divulgada nesta quinta-feira (21), depois do anúncio de sua sentença, o petista disse que a condenação é baseada apenas numa delação “questionável e contraditória”.
De acordo com a decisão da Justiça Eleitoral de Minas Gerais, Pimentel teria recebido dinheiro de caixa 2 no período em que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014. Ele também teria usado a influência do governo para obter informações privilegiadas.
O processo se refere à operação Acrônimo, da Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro para campanhas eleitorais. A denúncia afirma que o petista usou os serviços de uma gráfica, durante a campanha de 2014, sem a declaração dos valores, e que recebeu vantagens indevidas do proprietário da gráfica, o empresário Benedito Oliveira, conhecido como “Bené”.
Além de Pimentel, também foram condenados Bené, Marcos Coimbra, presidente do instituto Vox Populi, e Márcio Hiran Novaes. Todos poderão recorrer em liberdade.
Segundo a decisão, os direitos políticos do ex-governador e dos outros réus serão suspensos após trânsito em julgado da condenação, ou seja, quando não couber mais recursos.
*Com informações da repórter Letícia Santini
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