Polícia remove manifestantes da sede governamental de Kharkiv, na Ucrânia

  • Por Agencia EFE
  • 08/04/2014 05h24

Kiev, 8 abr (EFE).- As Forças Especiais da polícia da Ucrânia retiraram nesta terça-feira os manifestantes pró-russos que ocupavam a sede do governo regional na cidade de Kharkiv desde o último domingo, informou o ministro do Interior do país, Arsen Avakov.

“Foram detidos cerca de 70 separatistas”, escreveu Avakov em seu perfil do Facebook.

O ministro do Interior afirmou que a operação policial aconteceu “sem a utilização de armas de fogo”.

Acrescentou que em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, está em andamento uma “operação antiterrorista”.

“O centro da cidade está fechado, assim como as estações do metrô. Não se preocupem, quando terminarmos, tudo estará aberto”, disse Avakov.

O presidente interino da Ucrânia, Alexander Turchinov, advertiu ontem, em mensagem à nação, que serão adotadas medidas antiterroristas contra os manifestantes que recorrerem às armas no leste da Ucrânia para fazer frente às autoridades centrais.

O líder acusou Moscou de estar por trás das manifestações pró-russas e dos ataques a edifícios governamentais no leste do país e garantiu que reforçou a defesa na fronteira com a Rússia.

O presidente também anunciou que a Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia debaterá em sua sessão de hoje “o endurecimento da responsabilidade penal pelo separatismo e outros crimes contra o Estado, e a proibição de partidos políticos e organizações civis que defendem posições separatistas e trabalham contra seu próprio Estado”.

No último fim de semana, ativistas pró-russos ocuparam várias sedes administrativas nas cidades de Kharkiv, Donetsk e Lugansk, capitais de regiões homônimas com população falante de russo, mas onde os russos étnicos não constituem a maioria de seus habitantes.

Em Donetsk, os manifestantes pró-russos, que desde o domingo controlam a sede do governo local, proclamaram ontem a independência dessa região ucraniana que faz fronteira com a Rússia.

A República Popular de Donetsk foi criada dentro dos limites administrativos da região, conforme a leitura do documento por um dos líderes do autoproclamado Conselho Popular de Donetsk, que não reconhece às novas autoridades da Ucrânia.

Os ocupantes da sede governamental – cerca de 150 pessoas, segundo estimativas da polícia -, também anunciaram a convocação de uma consulta, “no máximo no dia 11 de maio”, para referendar a declaração de independência.

Além disso, os ativistas pró-russos pediram ajuda militar a Moscou para “resistir à junta de Kiev”. EFE

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