‘Alckmin só não vem se não quiser’, diz presidente do PSB 

Ex-governador de São Paulo se reuniu com dirigente partidário no último final de semana, mas definição sobre futuro só deve ocorrer em 2022

  • Por André Siqueira
  • 20/12/2021 17h40
Fotos Públicas/Arquivo PSB Presidente de partido em manifestação pública Carlos Siqueira é o presidente nacional do PSB

Em meio às negociações com o ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT), o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se reuniu no domingo, 19, com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para tratar sobre a possível filiação ao partido. O encontro ocorreu antes do jantar deste domingo, 19, promovido pelo grupo Prerrogativas, ocasião em que o petista e o ex-tucano apareceram publicamente juntos pela primeira vez desde o início das tratativas que vinham ocorrendo nos bastidores. Depois de 33 anos, Alckmin deixou o PSDB na última semana e busca um novo partido. Além do PSB, são cotados para recebê-lo o PSD, de Gilberto Kassab, e o Solidariedade, do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP).

“Conversamos muito, disse que ele [Alckmin] só tem amigos no PSB. Se quiser vir, o partido está à disposição. É só avisar. Entreguei a ficha [de filiação] para ele. Só não vem se não quiser”, disse Carlos Siqueira à Jovem Pan. Ainda segundo o dirigente, Geraldo Alckmin demonstrou interesse em se filiar ao partido, mas a definição só sairá no ano que vem. “Colocamos o PSB à disposição porque consideramos o ex-governador um homem honrado e de bem”, acrescentou. Nesta segunda, o cacique do PSB se reuniu com Lula para discutir uma aliança com o PT, mas, segundo relatos dos presentes, não houve avanço no arranjo envolvendo o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB). Os dois pretendem concorrer ao Palácio dos Bandeirantes no pleito de 2022.

Como a Jovem Pan mostrou, para que a composição da chapa entre Lula e Alckmin se concretize, o PSB faz algumas exigências aos petistas, entre elas, que Haddad abra mão da candidatura ao governo de São Paulo para apoiar Márcio França e concorrer ao Senado – a hipótese, ao menos por ora, é rechaçada pela cúpula do PT. Os dirigentes partidários afirmam que há muitas arestas a serem aparadas até abril do ano que vem, mas, nos bastidores, admitem que as chances do ex-presidente e do ex-governador paulista se acertarem aumentaram consideravelmente. Em paralelo, a direção do PT quer avançar nas negociações para a criação de uma federação partidária que incluiria, além dos pessebistas, o PCdoB e o PV.