Após denúncias de pacientes, CPI ouve diretor de plano de saúde que prescreveu ‘kit Covid’

Pedro Benedito Batista Júnior deve explicar aos senadores o motivo da Prevent Senior ter distribuído remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2021 08h44 - Atualizado em 16/09/2021 08h46
Antonio Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 12/08/2021Denúncia apresentada à CPI da Covid-19 aponta que a Prevent Senior fez um acordo com o governo federal para incentivar o uso das medicações

A CPI da Covid-19 do Senado Federal ouve nesta quinta-feira, 16, o diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior. Ele deve explicar aos parlamentares o motivo da operadora de saúde ter distribuído e indicado remédios sem eficácia comprovada contra a infecção pelo coronavírus, que seriam os chamados “kit Covid“. Segundo o senador Humberto Costa (PT), diversos pacientes procuraram o colegiado para denunciar a prática de indução ao tratamento, que não tem comprovação científica. “Minha companheira testou positivo ontem e ao passar pela consulta o médico disse que era protocolo da empresa oferecer o kit. Ela recusou. Mais tarde, em casa, recebeu um telefonema de um funcionário insistindo em que ela aceitasse tomar o kit com cloroquina, porque era o único remédio para isso e se a doença ficasse pior, não tinha o que fazer a não ser entubar”, diz parte do depoimento, que consta no requerimento apresentado por Costa para solicitar a presença de um representante da operadora no colegiado.

Além disso, em 26 de agosto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) recebeu uma denúncia formal onde um representante de médicos e ex-funcionários da Prevent Senior afirma que a operadora fez um acordo com o governo federal para incentivar o uso de medicações como cloroquina, ivermectina, azitrominicana, entre outros remédios que fariam parte do protocolo de “kit Covid”. A expectativa dos senadores é que Pedro Benedito Batista Júnior explique “as razões que motivaram a distribuição e prescrição do “kit covid”, a despeito da ausência de comprovação científica de eficácia”, diz requerimento.