Após Gleisi Hoffmann, Manuela D’Ávila diz que consta como morta em cadastro do SUS

Dados foram alterados em 14 de outubro de 2018, seis dias após o primeiro turno das eleições presencias; na época, a política era candidata à vice

  • Por Jovem Pan
  • 20/07/2021 15h25 - Atualizado em 20/07/2021 17h12
FLAVIO CORVELLO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOManuela D'Ávila concorreu como vice de Fernando Haddad nas eleições presidenciais de 2018

A ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) disse nesta terça-feira, 20, que consta como morta no cadastro do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a ex-candidata à Prefeitura de Porto Alegre, no dia em que ela foi receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19, os enfermeiros não encontraram seus dados no sistema. “Imaginei que podia ser algo relacionado à legislação sobre figuras politicamente expostas”, disse Manuela em suas redes sociais. “Fizeram registro manual e disseram que ia demorar mais tempo para constar no ConectaSUS. Depois me lembrei do ataque hacker em que haviam mudado meu nome e de meu pai. Pois bem, aí está: eles me mataram depois do 1º turno da eleição de 2018”, afirmou a política. Nas eleições presidenciais de 2018, ela concorreu como vice de Fernando Haddad, candidato à Presidência da República pelo PT. Em 14 de outubro de 2018, seis dias após o primeiro turno das eleições, Manuela teve seus dados alterados.

O mesmo aconteceu com a deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann. Além de ter seu cadastro cancelado, a parlamentar teve seu nome registrado com o apelido “Bolsonaro”. Depois de dois dias da denúncia, a deputada utilizou suas redes sociais para informar que o cadastro havia sido alterado. “ReSUScitei no cadastro do SUS. Agora estou bem viva, meu CNS foi corrigido. Vamos cobrar e acompanhar as investigações do MS”, escreveu. Nesta semana, o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) também teve seus cadastro alterado. O político recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na última quarta-feira, 14, na UBS Maria Virgínia, em Campo Limpo. De acordo com ele, ainda não consta no SUS o recebimento do imunizante e dados como os nomes de seus pais foram alterados por “ofensas” e “xingamentos”. Procurado pela Jovem Pan, o Ministério da Saúde diz que alteração foi feita por “pessoa credenciada”. “A informa que verificou uma alteração na base do CNS realizada por uma pessoa credenciada para utilizar o sistema de cadastro de dados. Cabe esclarecer que já foi solicitado o bloqueio da credencial usada nestas ações. O acesso ao CNS está disponível para os profissionais de estabelecimentos de saúde de todo o Brasil, que devem estar devidamente cadastrados e vinculados ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do estabelecimento de atuação, seja público ou privado. Cabe ressaltar que é necessário ter o perfil de operador do sistema para efetuar edição nos registros”, afirma nota.