Após troca de farpas, G7 da CPI da Covid-19 vai se reunir para ‘aparar arestas’

Anfitrião do encontro será o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), escalado como bombeiro para colocar panos quentes na crise que atingiu o grupo majoritário antes da votação do relatório final

  • Por André Siqueira
  • 19/10/2021 11h39 - Atualizado em 19/10/2021 11h45
Marcelo Camargo/Agência Brasil'Decano apaziguador': o tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE) é um dos membros titulares da CPI da Covid-19

O grupo majoritário da CPI da Covid-19 não esconde a irritação com o vazamento da minuta do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL), mas também está empenhado em colocar panos quentes na situação. Dentro do G7, formado pelos parlamentares independentes e de oposição, prevalece a avaliação de que, na reta final dos trabalhos, as divergências precisam ser deixadas de lado a fim de aprovar um texto contundente. Na tentativa de “aparar as arestas”, os senadores vão se reunir na noite desta terça-feira, às 19h, na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Desde o início dos trabalhos da CPI, os senadores se reuniam semanalmente na residência do senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão, que servia um tradicional arroz de bacalhau nos jantares das noites de segunda-feira. Aziz seria o anfitrião do encontro que ocorreria na noite desta segunda-feira, 18, mas os parlamentares não viam clima para tratar sobre o relatório após o racha no G7 vir à tona. O senador do PSD, inclusive, vocalizou a insatisfação do grupo em relação ao vazamento de uma das versões do texto de Renan Calheiros e manifestou contrariedade quanto a imputar ao presidente Jair Bolsonaro o crime de genocídio contra povos indígenas.

Por isso, Tasso Jereissati foi escalado como bombeiro. Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Humberto Costa (PT-PE) atuaram para amenizar o clima de tensão dentro do G7, enquanto o parlamentar tucano se dispôs a receber os colegas. O bloco majoritário, inclusive, troca mensagens desde o início dos trabalhos da CPI em um grupo de WhatsApp chamado de “Filhos de Otto e do Tasso”, os dois senadores mais velhos da comissão. “Arranjamos um decano apaziguador”, resumiu Rodrigues em conversa com jornalistas antes do início da sessão desta terça-feira, 19.