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Política

Barbalho critica ausência de Trump na COP30: ‘Negacionismo’

'Os Estados Unidos são o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo; deveria o governo americano estar aqui', afirmou o governador do Pará

Fernando Keller

Helder Barbalho
Helder Barbalho ©FAO/Giulio Napolitano

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), lamentou nesta segunda-feira (10) a ausência do presidente Donald Trump e os Estados Unidos na COP30, e criticou o que chamou de “negacionismo” por parte do republicano. “Eu lamento profundamente a ausência do governo americano”, disse Helder em conversa com jornalistas. “Nós estamos aqui no maior evento de mudanças climáticas do planeta. Os Estados Unidos são o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. Deveria o governo americano estar aqui”, continuou.

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O governador disse que os americanos deveriam estar presentes para fazer acordos ou dar opiniões. Também afirmou que a não presença dos americanos reforça o negacionismo do presidente americano. “Não vir aqui reafirma, e devo lamentar, o negacionismo climático e o negacionismo ambiental.” Barbalho continuou dizendo que Trump espalha desinformação e “faz posts ao invés de anunciar investimentos para a agenda climática”.

Ausência já era esperada

A ausência do presidente Donald Trump na cúpula de líderes, que ocorrerá antes das negociações técnicas, já era prevista. Contudo, a confirmação, no dia 3 de novembro, de que nenhuma delegação de alto escalão participará das discussões que frustrou as expectativas de envolvimento do país. A decisão de Washington foi formalizada meses após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter enviado um convite oficial a Trump para o evento.

De acordo com porta-vozes da Casa Branca, a política externa norte-americana sob a gestão de Trump tem privilegiado negociações bilaterais focadas em energia. A administração promove uma “agenda energética de bom senso”, que incentiva a exploração de petróleo, gás natural e energia nuclear. Nos últimos meses, os EUA firmaram acordos comerciais com a União Europeia, Japão e Coreia do Sul para ampliar a exportação de combustíveis fósseis e minerais estratégicos.

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