Mourão presta condolências a Bolsonaro e diz que presidente deve sancionar Orçamento ainda hoje

Vice-presidente não comparecerá ao enterro, que acontecerá em Eldorado, no interior de São Paulo; chefe do Executivo tem até esta sexta-feira para aprovar o texto

  • Por Jovem Pan
  • 21/01/2022 09h44 - Atualizado em 21/01/2022 09h57
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 12/01/2022 O presidente da república, Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, 12 de janeiro, durante o lançamento de linhas de crédito para aquicultura e pesca realizado no Palácio do Planalto O presidente Jair Bolsonaro estava cumprindo agenda oficial no Suriname

O presidente Jair Bolsonaro (PL) está voltando ao Brasil para se despedir da sua mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, de 94 anos, que morreu na madrugada desta sexta-feira, 21. Ela estava internada desde a última segunda-feira, 17, no Hospital São João, em Registro, no Estado de São Paulo. A informação foi divulgada pelo próprio chefe do Executivo nas suas redes sociais, mas a causa da morte ainda não foi divulgada. O presidente, que estava cumprindo agenda em Paramaribo, no Suriname, deve desembarcar em São Paulo por volta das 13 horas, segundo o vice-presidente Hamilton Mourão. “Eu também mandei uma mensagem de conforto para ter a noção de que ela viveu uma vida muito boa, teve 7 filhos, netos… Teve uma boa passagem pela terra. Ele já me respondeu e deve chegar em São Paulo às 13 horas da tarde”, informou o vice. Bolsonaro seguiria viagem oficial para a Guiana ainda nesta sexta-feira.

Em conversa com à imprensa, o general afirmou que não comparecerá ao velório, que acontecerá em Eldorado Paulista, cidade no interior do Estado. “É uma viagem um tanto quando complicada e eu acho que esse é um momento mais da família. É um momento em que eles têm que estar juntos. Neste momento de pandemia, não é bom ter muita gente aglomerada”, explicou o vice-presidente. Mourão garantiu que, mesmo com a despedida à mãe, o presidente irá sancionar o Orçamento de 2022 nesta sexta. Sobre o Fundão Eleitoral, o general lembrou que a decisão cabe ao chefe do Executivo. “Isso é uma decisão dele. Está sendo trabalhado pelo pessoal da assessoria jurídica junto com o pessoal da Economia. A linha de ação que for apresentada o presidente vai aceitar, ou não. Acho que hoje, quando ele retornar de São Paulo, ele assina”, disse Mourão. Caso Bolsonaro não volte para Brasília nesta sexta-feira, o vice-presidente explicou que integrantes do governo devem seguir para São Paulo com a documentação. Em última instância, o presidente pode autorizar que Mourão assine em seu lugar.