Eduardo Bolsonaro apresenta pedido de impeachment contra prefeito de Araraquara

Pedido tem como base suspeitas de irregularidades na compra de respiradores sem licitação; Edinho Silva se manifestou nas redes sociais e criticou bolsonarismo

  • Por Jovem Pan
  • 03/08/2021 16h44
Matheus Bonomi/Estadão ConteúdoEduardo Bolsonaro apresentou pedido de impeachment em Araraquara

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que apresentou um pedido de impeachment contra o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), por suspeitas de irregularidades na compra de respiradores com dispensa de licitação. O parlamentar foi à cidade na tarde desta segunda-feira, 2, para entregar cestas básicas arrecadadas em uma vaquinha virtual organizada por ele e a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) para entidades da cidade. Na ocasião, Eduardo também protocolou o pedido de impeachment. “Se a população se revolta com a corrupção, imagina o quanto mais não se revolta por desvios de dinheiro da saúde. O prefeito deve explicações”, afirmou o deputado em vídeo publicado nas redes sociais. O filho do presidente também voltou a criticar o prefeito por decretar lockdown na cidade em fevereiro deste ano. “Se ele andasse no meio da população ele saberia que as pessoas que vivem na informalidade não tem condição de ficar trancafiadas em casa como ele e como o senhor João Doria”, disse.

O pedido de impeachment se baseia na denúncia de que a prefeitura de Araraquara comprou 25 respiradores sem licitação de uma empresa que atua no ramo de bijuterias e acessórios. Na ocasião, R$ 1 milhão foi pago antecipadamente. O valor total orçado era de  R$ 4,1 milhões. A empresa que vendeu os respiradores foi condenada pela Justiça em 1ª instância e obrigada a devolver o valor pago pela administração municipal. Na manhã desta terça-feira, 3, o prefeito Edinho Silva se manifestou em sua conta do Twitter e criticou a família Bolsonaro. “Sobre o ataque da família Bolsonaro a Araraquara: nossa cidade se destacou no combate à pandemia por defender a ciência e a medicina. O bolsonarismo prega negacionismo e incentiva o genocídio. Só isso explica essa obsessão por nos atacar: representamos a derrota ideológica deles”, escreveu.