Facebook retira live de Bolsonaro do ar por associar vacinas da Covid-19 à Aids

Plataforma diz que não permite conteúdos que afirmem que vacinas usadas contra o novo coronavírus matam ou podem causar danos graves à saúde das pessoas

  • Por Jovem Pan
  • 25/10/2021 10h31 - Atualizado em 25/10/2021 10h35
Reprodução/YouTube/Jair BolsonaroO presidente Jair Bolsonaro disse, em sua live semanal da última quinta-feira, 21, que a vacina usada para imunizar as pessoas contra a Covid-19 estão relacionadas ao desenvolvimento da Aids

O Facebook retirou do ar a live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizada na última quinta-feira, 21, por ele ter associado as vacinas utilizadas na imunização da população contra a Covid-19 ao desenvolvimento da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids). O vídeo também foi retirado do Instagram, que pertence ao mesmo grupo empresarial. Um porta-voz do Facebook argumentou que o conteúdo do vídeo, salvo após a transmissão ao vivo do presidente, vai de encontro às políticas da empresa. “Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”, explicou o Facebook.

No vídeo, Bolsonaro falava sobre vacinas, utilizando notícias. Ele seleciona um artigo e lê o título: “Outra coisa grave. Só vou dar a notícia, não vou comentar. Já falei sobre isso no passado e apanhei muito. Vamos lá: relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados [contra a Covid-19] estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida muito mais rápido do que o previsto. Recomendo ler a matéria. Não vou ler para vocês aqui porque eu posso ter problema com a minha live. Não quero que a live caia aqui. Eu quero dar informações concretas. Mas vou deixar bem claro aqui, talvez eu tenha sido o único chefe de estado do mundo que teve a coragem de botar a cara a tapa nessa questão”, afirmou o presidente. Apesar de Bolsonaro ter dito na live acreditar que poderia ter problemas com a transmissão ao vivo por causa do conteúdo de sua mensagem, o vídeo continua disponível no YouTube, que pertence ao Google, até este momento.