Governo libera R$ 2 bilhões para custear serviços de saúde ligados ao SUS em 2023
Nesta quarta-feira, 7, o presidente Jair Bolsonaro (PL) aprovou a Lei Complementar 197/22, que estabelece o repasse de R$ 2 bilhões para custear serviços prestados por entidades privadas sem fins lucrativos que complementem o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o texto, a transferência do valor para beneficiar Santas Casas de Misericórdia e outras instituições vale até o final de 2023. A medida tem como objetivo “contribuir para a sustentabilidade econômico-financeira dessas instituições na manutenção dos atendimentos, sem solução de continuidade”. O montante poderá ser utilizado para garantir o pagamento do piso salarial da enfermagem, que ainda não entrou em vigor por falta de recursos na União. A lei ainda estabelece que o recebimento dos valores será realizado ainda que as entidades possuem débitos ou estejam inadimplentes, com a necessidade de prestação de contas.
O Congresso Nacional aprovou e o governo federal sancionou a lei que trata do piso da enfermagem no primeiro semestre do ano, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a medida. Os ministros alegam que os deputados e senadores não apontaram a fonte de recursos para esse piso e que os estados, municípios e o setor privado dizem que não há dinheiro para o pagamento do valor, o que poderia gerar demissões em massa. A medida garantiria o pagamento de ao menos R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares e enfermagem e parteiras. Segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente, órgão ligado ao Senado, o impacto anual da medida seria de R$ 5,5 bilhões para o setor público e de R$ 11,9 bilhões para o setor privado. O Congresso já trabalha com algumas alternativas, como desonerar a folha de pagamento de hospitais, atualizar a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e abater dívidas dos Estados estão entre as possibilidades.
[jp-related-posts ids=”1340954,1336722″]
Assuntos
continue lendo
Política
Zanin dá cinco dias para TSE explicar anulação de votos de Garotinho no RJ
Decisão que beneficiou Douglas Ruas (PL) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro será alvo de esclarecimentos da Justiça Eleitoral ao STF
- Eduardo Bolsonaro seria chanceler em um governo Flávio? Veja o que o candidato respondeu Jovem Pan · há 1 hora
- Quais eleições presidenciais foram decididas no segundo turno no Brasil Jovem Pan · há 1 hora
- É obrigatório votar no segundo turno mesmo para quem votou no primeiro? Jovem Pan · há 1 hora
- Coordenadora econômica de Flávio promete regra de transição para Bolsa Família Estadão Conteúdo · há 1 hora