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Política

Zanin dá cinco dias para TSE explicar anulação de votos de Garotinho no RJ

Decisão que beneficiou Douglas Ruas (PL) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro será alvo de esclarecimentos da Justiça Eleitoral ao STF

Nícolas Robert e Beatriz Souza

Zanin autoriza julgar ação que acusa deputados do PL de corrupção
Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosinei Coutinho / STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu prazo de cinco dias para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareça a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), decisão que abriu caminho para a eleição de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno da disputa pelo governo do Rio de Janeiro.

A decisão foi tomada na sexta-feira (16), no âmbito de uma ação apresentada pelo Partido Social Democrático (PSD), de Eduardo Paes. A sigla questiona o entendimento adotado pelo TSE e afirma que os votos recebidos por candidatos que concorreram com a situação eleitoral sub judice — ou seja, ainda pendente de decisão definitiva — devem ser considerados no cálculo para determinar se uma eleição majoritária será decidida no primeiro ou no segundo turno.

O caso teve origem na decisão do TSE que anulou os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos). Após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Douglas Ruas ultrapassou 50% dos votos válidos e foi declarado eleito no primeiro turno.

Na ação, o PSD argumenta que a anulação posterior desses votos pode produzir efeitos sobre o candidato e o partido, mas não deveria alterar a base de cálculo utilizada para definir a necessidade de uma nova votação. A legenda também diz que esses votos não podem ser equiparados aos votos nulos registrados pelo eleitor.

O partido pediu uma decisão liminar para suspender o resultado do julgamento do TSE e garantir um segundo turno para o governo do Rio, marcado para o próximo domingo – 25 de outubro.

Zanin determinou que o TSE preste informações e, na sequência, encaminhou o caso para manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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