Justiça Eleitoral tem coragem para lutar contra quem não acredita na democracia, afirma Moraes

Vice-presidente do TSE disse que a Corte faz um trabalho de afirmação dos valores democráticos e republicanos

  • Por Jovem Pan
  • 19/05/2022 13h50 - Atualizado em 19/05/2022 13h51
Nelson Jr./SCO/STF - 12/08/2021 Ministro Alexandre de Moraes olhando com os olhos de canto, sentado em cadeira amarela, com terno vermelho, camisa branca e gravata bordô com bolinhas Alexandre de Moraes assume a presidência do TSE em agosto

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, afirmou nesta quinta-feira, 19, que a Justiça Eleitoral tem coragem para lutar contra aqueles que não acreditam na democracia. O ministro discursou durante a cerimônia em comemoração aos 90 anos da Corte. “Esse foi o surgimento da Justiça Eleitoral. Vontade de concretizar a democracia e coragem para lutar contra aqueles que não acreditam no estado democrático de direito”, declarou. Moraes ressaltou que esses ideais permanecem até hoje no TSE e nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Ele também exaltou o trabalho dos juízes eleitorais, “brasileiros e brasileiras que cedem o seu tempo para auxiliar a cidadania e a democracia”. “A vontade de democracia e a coragem de combater aqueles que são contrários aos ideais constitucionais e republicanos permanecem na Justiça Eleitoral”, assegurou. 

As declarações ocorrem um dia depois do presidente Jair Bolsonaro (PL) pedir a investigação de Moraes na Procuradoria-Geral da República (PGR) por abuso de autoridade. O chefe do Executivo apresentou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o ministro Dias Toffoli rejeitou o pedido. Após a negativa, Bolsonaro acionou a PGR. Em seu discurso desta quinta, Moraes também voltou a defender as urnas eletrônicas e o trabalho do TSE. “Vamos evoluindo no sentido de cada vez mais garantir celeridade, transparência e, principalmente, garantir a segurança que os eleitores brasileiros merecem. O trabalho da Justiça Eleitoral é um trabalho de afirmação. Afirmação dos valores democráticos, dos valores republicanos, um trabalho de conquista do estado democrático de direito”, concluiu. O ministro assume o comando do TSE em agosto e estará à frente do órgão nas eleições de 2022.