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Política

Lira critica prisão domiciliar de Bolsonaro: ‘Brasil precisa tratar melhor seus ex-presidentes’

Deputado afirma que medidas são exageradas e que clima de instabilidade prejudica o Brasil

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Arthur Lira
img20250625200312033MED Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (5), um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a prisão domiciliar do ex-chefe do Executivo.

Pelas redes sociais, Lira disse que o Brasil deveria ter outra postura institucional diante de seus ex-mandatários. “O Brasil precisa tratar melhor seus ex-presidentes. Tenho dito e defendido isso há muito tempo”, escreveu. Para o deputado, as medidas impostas a Bolsonaro são “exageradas” e contribuem para o acirramento político no Brasil. “As medidas aplicadas a Jair Bolsonaro são exageradas e acirram os ânimos em um País já polarizado que, na verdade, precisa de paz e estabilidade para progredir”, completou o parlamentar.

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O líder do Progressistas também fez críticas ao ambiente político e jurídico nacional. Segundo ele, a instabilidade institucional gera impactos diretos na economia brasileira. “Quando o ambiente é de insegurança jurídica e instabilidade política, a economia sofre. Quem paga essa conta é o povo. Quem perde é o País”, concluiu.

Contexto: prisão domiciliar e restrições severas

A decisão que determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi publicada na segunda-feira (4). Segundo o STF, o ex-presidente teria desrespeitado medidas judiciais anteriores, com conduta deliberada e consciente para obstruir investigações, coagir autoridades e desrespeitar a Justiça.

Entre as novas determinações impostas por Moraes estão:

  • Proibição total de visitas, exceto advogados e familiares próximos;
  • Proibição de uso de celulares e gravações;
  • Veto a qualquer comunicação com embaixadores ou investigados.

O ministro também alertou que qualquer nova violação poderá resultar em prisão preventiva. A medida se insere no contexto do processo PET 14129, que investiga crimes como:

  • Coação no curso do processo;
  • Obstrução de investigações sobre organização criminosa;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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