Mesmo com internação de Bolsonaro em SP, Mourão mantém agenda em Angola

General é o primeiro na linha sucessória caso o presidente precise ser afastado; nesta quinta, o chefe do Executivo está em São Paulo para realizar uma bateria de exames

  • Por Jovem Pan
  • 15/07/2021 10h33 - Atualizado em 15/07/2021 17h10
WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOHamilton Mourão é o primeiro na linha sucessória caso o presidente Jair Bolsonaro precise ser afastado

O vice-presidente da RepúblicaHamilton Mourão, irá manter a sua agenda na Angola nesta quinta-feira, 15. Segundo informações do repórter Antonio Maldonado, da Jovem Pan, depois da internação do presidente Jair Bolsonaro, que foi transferido para o hospital Vila Nova Star, em São Paulo, os filhos do chefe do Executivo solicitaram que o vice-presidente retornasse ao Brasil. O general é o primeiro na linha sucessória e deve assumir caso Bolsonaro precise ser afastado em decorrência de seus problemas de saúde. Na madrugada de quarta, após dores abdominais, o presidente foi internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Após avaliação do quadro clínico, a equipe do médico Antônio Luiz Macedo, que operou Bolsonaro em 2018, em razão da facada sofrida em Juiz de Fora (MG), decidiu transferi-lo para São Paulo. Bolsonaro foi diagnosticado com um quadro de obstrução intestinal e será submetido a um “tratamento clínico conservador” – por ora, a cirurgia não está descartada. Mourão embarcou na tarde de quarta-feira, 14, para a Angola, onde ele participa de um encontro com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na manhã desta quinta-feira, no entanto, a assessoria do vice-presidente confirmou que ele não voltará ao Brasil e que a sua agenda no país africano está mantida. Nesta manhã, o general irá visitar o Centro Cultural Brasil-Angola e participar da Cerimônia de descerramento da placa de inauguração do mural representativo do patrimônio histórico e cultura do CPLP. Às 14 horas, Mourão irá a um jantar oferecido pelo Embaixador do Brasil em Luanda. Na ausência do presidente e do vice, quem assume a Presidência da República é o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no entanto, o deputado é réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) e há duvidas se poderá assumir. Se ele não puder, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, assume. Em seguida, na linha sucessória, vem o presidente do STF, Luiz Fux. O ministro das Comunicações, Fabio Faria, está indo para São Paulo, onde se encontrará com o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).