Julgamento de Cláudio Castro no TSE deve voltar somente em 2026
O julgamento de Cláudio Castro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi interrompido nesta terça-feira (4) após o ministro Antonio Carlos Ferreira pedir vista — isto é, mais tempo para examinar o caso. O pedido ocorreu logo depois do voto da relatora, ministra Isabel Gallotti, que defendeu a cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
O processo reúne dois recursos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontam a existência de um possível esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). De acordo com o MPE, as duas instituições teriam sido utilizadas para empregar cabos eleitorais com recursos do governo estadual durante a campanha de 2022.
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“Cláudio Castro, então governador do Rio, candidato à reeleição, aparece em uma posição central na arquitetura e execução do esquema ilícito, utilizando-se de suas prerrogativas do chefe do executivo, não apenas anuiu com as práticas, mas também as autorizou. Além de ter editado normativos que viabilizaram as irregularidades”, disse a ministra no voto.
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