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Política

Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro para anular delação de Cid em ação do suposto golpe

Advogados do ex-presidente argumentam que o tenente-coronel teria mentido durante seu depoimento e violado as cláusulas de sigilo estabelecidas no acordo com a Polícia Federal

Agência Brasil

Jair BOlsonaro conversa com seu advogado
54580285643_54c48c8060_k Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (17) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para anular a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. Na decisão, Moraes entendeu que o momento processual não é adequado para analisar a anulação do acordo. Além disso, o ministro disse que o mesmo pedido foi negado diversas vezes durante a tramitação do processo.

A defesa do ex-presidente apresentou o pedido nesta segunda-feira (16). Os advogados argumentam que Cid teria mentido durante seu depoimento e violado as cláusulas de sigilo estabelecidas no acordo com a Polícia Federal. A solicitação da defesa foi impulsionada por uma matéria da revista Veja, que indicou que Cid teria fornecido informações falsas em seu testemunho. Durante o interrogatório, ele foi questionado sobre perfis no Instagram que estariam associados à sua esposa e afirmou não ter conhecimento sobre a autenticidade deles, além de negar que utilizasse redes sociais para se comunicar com outros envolvidos nas investigações.

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Os advogados de Bolsonaro levantaram a hipótese de que Cid poderia ter utilizado esses perfis para vazar informações relevantes para o caso. As cláusulas do acordo de delação premiada exigem sigilo absoluto, e qualquer violação pode acarretar penalidades severas, incluindo a possibilidade de anulação dos benefícios concedidos a Cid. Em resposta às alegações, a defesa de Mauro Cid classificou a reportagem da Veja como “mentirosa” e solicitou uma investigação para apurar a titularidade dos perfis mencionados.

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*Reportagem produzida com auxílio de IA