Moro lamenta mensagens liberadas pelo STF: ‘Foram obtidas por meios criminosos’

Ricardo Lewandowski retirou nesta segunda-feira, 1º, o sigilo das conversas eletrônicas entre Moro e procuradores da Lava Jato; defesa de Lula terá acesso

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2021 18h27 - Atualizado em 01/02/2021 20h05
Gabriela Biló/Estadão ConteúdoSergio Moro se pronunciou nas redes sociais sobre a liberação de suas mensagens

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se pronunciou em seu Twitter sobre a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, em retirar o sigilo de suas conversas com os procuradores da Operação Lava-Jato que aconteceram entre os anos de 2015 e 2017 no caso conhecido como ‘Vaza Jato‘. Em comunicado, Moro trata a conversa como “supostas mensagens” e voltou a afirmar que não reconhece a autenticidade das palavras, já que ‘não guarda mensagens de anos atrás’. Para ele, documentos do tipo não poderiam ser utilizados por terem sido obtidos por hackers. “As referidas mensagens, se verdadeiras, teriam sido obtidas por meios criminosos, de celulares de Procuradores da República, sendo portanto, de se lamentar a sua utilização para qualquer propósito”, escreveu. Moro também menciona que as decisões na Operação Lava-Jato foram realizadas ‘com correção e imparcialidade’. “Houve indeferimentos de vários pedidos da PF e do MPF e diversas absolvições (21% dos acusados foram absolvidos) com a grande maioria das condenações, inclusive do ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva, mantidas pelas Cortes de Apelação e Tribunais Superiores”, informou. A decisão de Lewandowski abriu caminho para que a defesa de Lula tivesse acesso às conversas.

Por fim, Moro afirmou que interações entre juízes, procuradores e advogados são práticas comuns. “Não há nada de ilícito, por exemplo, em perguntar sobre conteúdo de denúncia, na solicitação da manifestação com urgência em processos, inclusive para decidir sobre pedidos de liberdade provisória ou no encaminhamento de notícia de crime ao MPF”, disse. Confira abaixo o comunicado emitido por Sergio Moro em suas redes sociais: