Na cúpula do BRICS, Bolsonaro destaca importância da China para a produção de vacinas

Em discurso de aproximadamente seis minutos, presidente disse que parceria com país asiático tem sido ‘essencial para a gestão adequada da pandemia’

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2021 10h45
Reprodução/YouTube/TVBrasilPresidente Jair Bolsonaro fez discurso de abertura na reunião anual da cúpula do BRICS

Em seu discurso na abertura da reunião da cúpula dos BRICS, o presidente Jair Bolsonaro destacou, nesta quinta-feira, 9, a importância da China para a produção de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. O mandatário federal também citou o último encontro presencial do grupo, que ocorreu em Brasília, em 2019, quando se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping, para uma agenda bilateral. Além de Bolsonaro e Jinping, estavam presentes na reunião virtual o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

“Aquela foi, por exemplo, a última ocasião em que me reuni pessoalmente com o presidente Xi Jinping, quando discutimos temas da parceria estratégica global entre nossos dois países, bem como o bom estado de nossas relações bilaterais em diversas vertentes, mais especialmente no âmbito comercial de investimentos”, disse, em uma fala de aproximadamente seis minutos. “Esta parceria se tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil, tendo em vista que parcela expressiva das vacinas oferecidas à população brasileira é produzida com insumos originários da China”, acrescentou Bolsonaro. O presidente brasileiro finalizou sua fala desejando que “em breve” a cúpula dos BRICS possa se reunir pessoalmente – as reuniões anuais têm ocorrido virtualmente em razão da pandemia de Covid-19.

O aceno de Bolsonaro à China ocorre depois de diversas falas nas quais o chefe do Executivo federal brasileiro colocou em xeque a eficácia da CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O presidente da República já afirmou que não compraria o imunizante, chamado por ele de “vachina”, e, em outubro de 2020, mandou o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cancelar o protocolo de compra de 46 milhões de doses assinado com o Butantan. “Já mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade”, disse à época. No dia seguinte, Pazuello aparece em um vídeo ao lado de Bolsonaro e diz: “É simples assim: um manda e o outro obedece”.