‘Ninguém quer ser pobre. Quem causa essa situação é o sistema econômico’, diz Lula ao defender mais investimentos em educação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (15) a ampliação dos investimentos em educação e afirmou que seu objetivo é garantir que jovens de famílias pobres tenham as mesmas oportunidades de ensino e emprego que os de famílias ricas. “Ninguém quer ser pobre. Não conheço ninguém que quer ser pobre, passar fome, ser analfabeto. Quem causa essa situação é o sistema econômico e político que não foi criado por nós e do qual somos vítimas há séculos”, declarou Lula durante cerimônia em comemoração ao Dia do Professor, realizada no Rio de Janeiro.
O evento contou com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que elogiou o chefe do Executivo, afirmando que Lula é “sem dúvida, o presidente que mais fez pela educação”.
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O presidente voltou a destacar que o Brasil criou suas universidades apenas no século 20, enquanto outros países da América Latina fundaram instituições de ensino superior séculos antes. Segundo ele, isso reflete uma política histórica de exclusão: “Sempre houve no Brasil uma política determinada de que o povo não precisava estudar, precisava trabalhar”.
Lula também reafirmou que pretende anunciar ainda neste ano a criação de uma universidade federal indígena e de uma universidade do esporte, iniciativas que, segundo ele, reforçam a soberania nacional “na terra, no ar, no mar e na educação”.
O presidente citou o Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro para que adolescentes permaneçam na escola durante o ensino médio, como exemplo de decisão política voltada à inclusão social. “Ou tomamos decisão política para fazer as coisas acontecerem corretamente, ou não vamos melhorar o mundo”, disse, ao criticar os que defendem que os recursos públicos fiquem “guardados para pagar juros”. Lula acrescentou ainda que tem cobrado do ministro da Educação, Camilo Santana, a inclusão do tema das mudanças climáticas no currículo escolar, argumentando que o assunto é essencial para a formação das novas gerações.
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*Com informações do Estadão Conteúdo