Oposição e apoiadores de Bolsonaro fazem ‘guerra de narrativas’ com depoimento de Mandetta

Nas redes sociais, apoiadores do governo relembraram momentos no qual o ex-ministro teria violado normas de isolamento social; oposição evidenciou falas contra o presidente

  • Por Jovem Pan
  • 04/05/2021 13h56 - Atualizado em 04/05/2021 16h09
Jefferson Rudy/Agência SenadoMandetta falou com senadores na CPI da Covid-19

Enquanto deputados da oposição ao governo federal usavam as redes sociais para repercutir as revelações do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na CPI da Covid-19 na tarde desta terça-feira, 4, o vereador Carlos Bolsonaro, filho e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, publicou no Twitter uma série de momentos nos quais as falas e atitudes do ex-ministro não foram “compatíveis” com as medidas de segurança solicitadas por ele durante a pandemia. “Distanciamento social pra você e sinuca sem tudo o que digo pra fazer pra mim”, disse, ao lado de uma foto do ex-ministro jogando sem máscara em um bar. Em outra publicação, o filho do presidente mostra um corte de sete segundos do ex-ministro dando razão a Jair Bolsonaro falando que “a crise econômica vai matar as pessoas”. O jornalista Allan dos Santos também chamou atenção ao aperto de mão com o qual Mandetta saudou Renan Calheiros ao chegar no Senado. “Mandetta abandonou a cotoveladinha”, pontuou.

Do outro lado, deputados federais da oposição a Jair Bolsonaro aproveitaram o espaço nas redes para evidenciar as falas polêmicas do ex-ministro na conversa com os senadores. “Mandetta, mais uma vez, fala sobre as interferências negativas do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, nas reuniões internacionais contra a Covid que o Brasil participou”, afirmou Marília Arraes (PT-PE). A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) classificou o chamado “aconselhamento paralelo” do presidente em relação a uma medicação como “gravíssimo” e “absurdo”. O líder da bancada do PT na Câmara, Bohn Gass, usou a própria rede social para publicar uma série de perguntas e respostas feitas pelos senadores ao ex-ministro sobre a China, cloroquina e a vacinação.