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Política

Oposição fala em derrubar veto a dosimetria na primeira sessão de 2026

Parlamentares classificam medida como perseguição política e vingança do presidente Lula contra as pessoas envolvidas no 8 de Janeiro

Fernando Keller

Câmara dos Deputados
camara-deputado-pec-blindagem Divulgação/Câmara dos Deputados

Parlamentares da oposição reagiram nesta quinta-feira (8) ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, que reduziria penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro. Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto, afirmou qem nota que o veto “desconsidera a construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superadas”. Também considerou que a medida é um sinal perigoso “de que o Brasil não busca a paz institucional, mas o confronto permanente’.

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“Estou trabalhando para derrubar esse veto e contribuir para a pacificação institucional do Brasil, com firmeza, responsabilidade e compromisso com a democracia”, afirmou Paulinho. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, publicou nas redes sociais um tecto afirmando que “o Brasil está vivendo um estado de exceção silencioso.” Também afirmou que o veto é um recado político, e que “rasga a vontade soberana do Parlamento.”

Onyx Lorenzoni (PL-RJ), deputado federal, declarou que a decisão de vetar a dosimetria no dia 8 aniversário de três anos dos atos em Brasília, foi “cruel” e “calculada”. Também afirmou que o governo governa pela vingança.

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, também falou em vingança. “O que se assiste não é Justiça, é vingança; não é democracia, é exceção permanente; não é Estado de Direito, é o verdadeiro negacionismo em sua essência!”

Flavio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro também falou em perseguição política e que irá trabalhar para derrubar o veto na primeira sessão do Congresso de 2026.

Rogério Marinho (PL-RN) líder da oposição no Senado, chamou as pessoas detidas pelo 8 de Janeiro de “presos políticos” e acusa o PT de precisar do “mito do “golpe” que não houve. Precisa dessa farsa para encobrir o fracasso de um governo sem ideias, sem rumo e sem novidades, que afunda o Brasil enquanto vive do passado”.

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