PT quer intensificar desgaste contra Flávio Bolsonaro após fala de Valdemar sobre Vorcaro

Partido comemora ‘deslize’ do presidente do PL e avalia que crise na pré-campanha do senador dá fôlego a Lula nas pesquisas

  • Por Cassius Zeilmann e João Vitor Revedilho
  • 26/05/2026 19h59 - Atualizado em 26/05/2026 22h49
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TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Flávio Bolsonaro faz ataques ao magistrado e tenta desacreditar o julgamento na Corte Senador e pré-canditado à presidência, Flávio Bolsonaro

O PT quer aproveitar a declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o encontro do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro para intensificar o desgaste do pré-candidato à presidência. O partido comemorou o que classificou como um “deslize” de Valdemar e avalia que a crise aberta na pré-campanha de Flávio oferece um “fôlego” para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplie sua vantagem nas pesquisas, segundo interlocutores ouvidos pela Jovem Pan.

Aliados de Flávio Bolsonaro já haviam classificado a fala de Valdemar como um “desastre”. A declaração do presidente do PL contradiz a versão apresentada pelo senador sobre o motivo do encontro com Vorcaro e aprofundou a crise em torno da divulgação de um áudio no qual Flávio pede R$ 134 milhões ao banqueiro.

Uma das estratégias petistas para ampliar o desgaste é intensificar a campanha “BolsoMaster” nas redes sociais, associando a crise com o banco ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou um pedido à Polícia Federal para que a corporação investigue a fala de Valdemar e a relação de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o dono do Banco Master.

O movimento ocorre em paralelo a uma movimentação no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre a inclusão de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga uma possível obstrução de justiça cometida pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O pedido também foi apresentado por Lindbergh Farias. A PGR tem cinco dias para se manifestar.

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