STF aceita denúncia da PGR e torna Malafaia réu por injúria

Pastor chamou os generais de ‘frouxos, covardes e omissos’ durante uma manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida em São Paulo

  • Por Jovem Pan*
  • 28/04/2026 16h43
  • BlueSky
ARTHUR LAMONIER/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Silas Malafaia durante discurso na Avenida Paulista Durante a tramitação do processo, a defesa de Malafaia disse que o pastor usou “palavras fortes”

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (28) uma denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia por injuriar o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais da corporação.

Malafaia foi denunciado por injúria e calúnia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falas proferidas durante uma manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida em São Paulo.

Durante o ato, em abril do ano passado, o pastor, que é apoiador de Bolsonaro, chamou os generais de “frouxos, covardes e omissos”. Ele também disse que os militares “não honram a farda que vestem”.

O placar da votação ficou empatado em 2 votos a 2 e favoreceu o pastor. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pelo recebimento da denúncia pelos crimes de injúria e calúnia, conforme solicitação da PGR. No entanto, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que Malafaia deveria responder somente por injúria.

Diante do impasse, os ministros aplicaram o entendimento de que o réu deve ser favorecido quando ocorre um empate na votação. Dessa forma, o pastor virou réu somente pelo crime de injúria.

Defesa

Durante a tramitação do processo, a defesa de Malafaia disse que o pastor usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem citar nominalmente Tomás Paiva.

Os advogados também afirmaram que o pastor se retratou das declarações e acrescentaram que ele não pode ser julgado pelo STF porque não tem foro privilegiado.

*Com informações da Agência Brasil 

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.