Queda natural de proteção da vacina é mais preocupante para grupo de risco, diz estudo
A Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido tem alertado para uma redução na imunidade contra o novo coronavírus mesmo após duas doses da vacina. Uma pesquisa realizada no país apontou que a proteção da vacina da Astrazeneca cai de 77% para 67% após o quinto mês depois da imunização completa, e a da Pfizer cai de 88% para 74% após seis meses. No entanto, essa queda não significa que os imunizantes não funcionam e nem que a população não deva se vacinar. Inclusive, vacinas já disponíveis e aplicadas há anos precisam ser reaplicadas com o passar do tempo. A do tétano, por exemplo, tem de ser reforçada depois de 10 anos, a da gripe tem de ser tomada novamente depois de 9 meses. De acordo com a infectologista da Unicamp Raquel Stucchi, no caso do imunizante contra a Covid-19, algumas pessoas perdem essa proteção vacinal com mais facilidade, como é o caso de idosos e imunossuprimidos. “Ele não consegue mais fabricar a célula de defesa, com a mesma força que fabricava quando era jovem, por isso a proteção cai no idoso mais rapidamente e ele precisa de dose de reforço antes dos outros”, explica.
Atualmente os imunizantes disponíveis contra a Covid-19, mantém uma boa proteção de 5 a 6 meses. Segundo a infectologista essa necessidade da dose de reforço não significa que a vacina não funciona, uma vez que presenciamos quedas significativas no número de casos e óbitos. Raquel Stuchhi afirma que este é um cenário inicial e que a expectativa é de que a ciência desenvolva, cada vez mais, vacinas com uma durabilidade maior. “O que a gente espera de uma nova geração de vacinas, primeiro que sejam dose única, eventualmente que não precisem ser injetáveis, pode ser inalatória talvez e que durem um intervalo de tempo maior, mesmo nas pessoas que não respondem tão bem à vacina”. A especialista avalia que falta ainda no Brasil estudos mais precisos com relação aos níveis de anticorpos na população.
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*Com informações da repórter Camila Yunes
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