Ricupero: Bolsonaro pode esperar repercussão positiva em Davos com presenças de Guedes e Moro
O presidente Jair Bolsonaro já viajou para a Suíça, onde será o primeiro chefe de Estado latino-americano a discursar na abertura do Fórum Econômico Mundial de Davos, nesta terça-feira (22). Não há dúvidas de que a presença dele atrairá atenções, já que o Fórum de Davos aprecia o que é novo.
A avaliação foi feita pelo ex-ministro da Fazenda e embaixador Rubens Ricupero, em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã. “O presidente é o acontecimento mais recente que terá repercussão lá, e ele está levando duas personalidades do Governo em que ele pode ter alguma possibilidade de repercussão positiva”, disse.
Ricupero referiu-se aos ministros Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública). “Por um lado, a Economia com ministro liberal e afinado com empresários que vão a Davos. E de outro Moro, que toca o tema da anticorrupção. Desse ponto de vista, ele pode esperar que haja repercussão positiva, pelo menos naquilo que pode ser mais positivo da sua imagem, porque outros temas ele não levou ministros”, ressaltou ao citar as pastas da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiada por Damares Alves, e a do Meio Ambiente, no comando de Ricardo Salles.
Sobre o discurso de Bolsonaro na abertura do Fórum, Ricupero apostou em uma fala centrada na economia e no combate à corrupção, “que é o que ele tem a oferecer”.
“Vai colher aplausos, mas não pode avançar muito porque não tem muito de concreto”, disse ao citar o plano de reformas do Governo, como a da Previdência.
Um nome que deve ficar mais “escondido”, entretanto, é o do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. “Imagino que em Davos quem vai aparecer muito é Paulo Guedes, e Ernesto Araújo vai ficar escondido”, finalizou.
Confira a entrevista completa com Rubens Ricupero:
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