‘Ruim para democracia’, diz Ciro Nogueira sobre obstrução na Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorizou o avanço de processos contra 14 deputados federais envolvidos em um tumulto no plenário. As representações foram apresentadas por partidos de esquerda, como PT e PSOL, além do líder do Republicanos, Gilberto Abramo. Publicadas no Diário Oficial, essas representações foram encaminhadas à Corregedoria da Casa. Inicialmente, esperava-se que as representações chegassem ao Conselho de Ética ainda na sexta-feira (8), mas a decisão foi adiada após uma reunião da Mesa Diretora.
Motta optou por enviar as representações já protocoladas pelos partidos à Corregedoria, evitando que a Mesa Diretora fizesse uma denúncia direta. Entre os deputados citados nas representações estão Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Luciano Zucco (PL-RS). Alguns, como Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS), foram acusados de usar força física para impedir o presidente da Câmara de assumir sua cadeira. O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas (PP), comentou sobre a situação, defendendo punições para os envolvidos, mas expressou ceticismo quanto à aplicação de penalidades devido a possíveis acordos entre lideranças partidárias.
“Tanto a deputada [petista Camila Jara] que agrediu o Nikolas [Ferreira] como os deputados que impediram a chegada do presidente Hugo Motta e não quiseram deixar a poltrona da presidência [da Câmara] deveria receber uam punição. Mas, pelo que eu conheço, minha experiência com o parlamento, uma hora dessas está o líder do PT e do PL fazendo acordo”, disse Nogueira. Ele destacou que a falta de punição pode criar um clima de impunidade no Congresso, o que seria prejudicial para a imagem da instituição. “Isso é ruim pra democracia. Eu acho que isso cria um clima de que toda vez… essas pessoas podem passar dos limites.”
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Em meio a essas tensões, o deputado Eduardo Bolsonaro anunciou uma ofensiva política na Europa, sugerindo punições aos presidentes da Câmara e do Senado. Ciro Nogueira criticou essa postura, afirmando que tais ações podem prejudicar a direita nas eleições de 2026. Ele também comentou sobre a possibilidade de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que, apesar das assinaturas coletadas, o processo não deve avançar devido à falta de apoio suficiente no Senado. O senador defendeu que o Congresso deve respeitar a vontade da maioria e permitir votações sobre temas importantes, como a anistia.
*Com informações de Victoria Abel
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*Reportagem produzida com auxílio de IA