Separatistas pró-Rússia da Ucrânia menosprezam sanções da UE
Moscou, 17 nov (EFE).- As autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk na Ucrânia menosprezaram nesta segunda-feira a decisão dos ministros das Relações Exteriores da União Europeia de ampliar a lista de separatistas pró-Rússia sancionados.
“As sanções europeias não nos dão nenhum medo. Simplesmente, não têm nenhuma forma de nos influenciar”, afirmou Alexei Kariakin, presidente do Soviete Supremo (Legislativo) de Lugansk, à Agência russa “Interfax”.
“Nós não vamos para lá, não temos nada. E também ninguém está nos esperando. Sobreviveremos de forma alguma”, disse Kariakin em alusão às proibições de viajar para países que apoiaram as sanções, que incluem congelamento de bens.
Por sua vez, Denis Pushilin, vice-presidente do Soviete Supremo de Donetsk, lembrou que o Ocidente já impôs anteriormente sanções, o que “não influenciou” nas políticas de ambas as repúblicas separatistas.
“Não estamos preocupados. Eu não tenho nenhum bem imóvel, negócio ou conta bancária em um país europeu. Suspeito que o mesmo acontece com o chefe da república de Donetsk, Aleksandr Zajarchenko, e com o presidente do Soviete Supremo, Andrei Purguin”, comentou.
Os ministros das Relações Exteriores da UE pediram à Comissão Europeia e ao Serviço Europeu de Ação Exterior que preparem uma lista de novos nomes de “separatistas”, pessoas que “ameaçam a integridade territorial e a soberania” da Ucrânia.
A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, declarou que os ministros abordariam hoje em Bruxelas “qual é a melhor opção para reagir às chamadas eleições de 2 de novembro, ilegais e ilegítimas”.
Mogherini se referia ao pleito separatista no qual os habitantes das zonas controladas pelos rebeldes pró-Rússia nas regiões de Donetsk e Lugansk elegeram seus novos líderes e membros de seus Parlamentos, eleições condenadas por Kiev, a UE e a ONU.
Como resposta, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, pediu no sábado ao parlamento que revogue a lei de autogoverno que concedia três anos de autonomia às zonas rebeldes e decretou várias medidas que os separatistas consideram um bloqueio econômico de seus territórios.EFE
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