Testemunha de operação na casa de Nisman após a morte mudou seu relato
Buenos Aires, 20 fev (EFE).- A promotora que investiga a morte de Alberto Nisman disse nesta sexta-feira que uma testemunha que denunciou à imprensa graves irregularidades na operação que aconteceu na casa do promotor logo que sua morte foi descoberta modificou seu testemunho.
Natalia Fernández, testemunha do procedimento judicial que se seguiu na casa de Nisman na noite de 18 de janeiro, quando foi encontrado no banheiro com um tiro na cabeça, “modificou seu relato sobre a informação que foi divulgada através de diferentes meios de comunicação”, assinalou a promotora do caso, Viviana Fein, em comunicado que não detalhou o conteúdo das declarações da jovem.
Fernández tinha declarado ao jornal “Clarín” que o pessoal que participou da operação repassou a documentação espalhada sobre a mesa de Nisman, tocaram o telefone do promotor, usaram os banheiros e a cafeteira, entre outras irregularidades.
Fein, por sua vez, tomou hoje o testemunho do encarregado do levantamento feito no apartamento de Nisman e lamentou a divulgação de detalhes da investigação, de seus interrogatórios e das testemunhas na imprensa.
“Por tal motivo, pedimos a todos os meios que respeitem a intimidade tanto das testemunhas como de suas famílias e que se recebam a informação através dos caminhos oficiais”, conclui o comunicado.
A investigação de Fein, que um mês depois da morte de Nisman não conseguiu avanços significativos no processo, foi questionada pela ex-esposa de Nisman, a juíza Sandra Arroyo Salgado, que descarta a hipótese de suicídio e pediu aos delegados da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para garantir um processo imparcial.
Nisman, que investigava o atentado contra a associação judaica Amia, que deixou 85 mortos em 1994, foi encontrado morto, com um tiro na cabeça, na véspera de comparecer ao Congresso para detalhar sua denúncia contra a presidente argentina, Cristina Kirchner, por acobertamento dos suspeitos iranianos do ataque. EFE
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