Tribunal egípcio anula pena de morte de 12 islamitas acusados de assassinato

  • Por Agencia EFE
  • 02/02/2015 11h30
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Cairo, 2 fev (EFE).- O Tribunal de Cassação do Egito anulou nesta segunda-feira a pena de morte imposta a 12 islamitas pelo assassinato de um comandante da polícia em setembro de 2013 na cidade de Kerdasa, ao sul do Cairo, informou à Agência Efe uma fonte do judiciário.

Em 6 de agosto de 2014, um juiz confirmou as penas de morte dos réus após receber a sentença não vinculativo do mufti da República e máxima autoridade religiosa do país, Shauqi Alam.

Neste mesmo dia, a corte emitiu uma ordem de prisão perpétua para outros dez pessoas e a absolvição para um réu.

Os 22 islamitas foram acusados de assassinar o general de polícia Nabil Farag, tentar matar outro agente, usar armas de fogo e explosivos, resistir às autoridades e possuir aparelhos de comunicação sem a autorização das autoridades competentes.

Além disso, foram acusados de terrorismo e a formação de um grupo ilegal que tinha como objetivo impedir que as autoridades e as instituições do Estado realizassem seus trabalhos.

Hoje, 183 pessoas foram condenadas à morte por um tribunal por fatos ocorridos em Kerdasa.

O tribunal egípcio confirmou as sentenças contra os 183 réus pelo assassinato de pelo menos 14 membros das forças de segurança no ataque à delegacia de Kerdasa, em agosto de 2013.

Neste mês, a polícia desalojou os acampamentos islamitas nas praças de Rabaa al Adauiya e Al-Nahda, no Cairo, causando centenas de mortos, e como vingança ocorreram vários ataques contra os corpos de segurança em algumas cidades.

Esse foi o caso de Kerdasa, considerada um reduto histórico de islamitas, e que esteve tomada durante um mês por grupos dessa tendência até que as forças de segurança lançaram uma operação para recuperar seu controle em setembro de 2013.

Centenas de pessoas foram condenadas à morte no último ano no Egito em grandes julgamentos, embora por enquanto nenhuma das sentenças tenha sido aplicada. EFE

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