Desaceleração da economia é convite ao populismo
Indústria e a agropecuária apresentaram queda de 0,2%, enquanto, no setor de serviços, a variação negativa foi de 0,8%
O IBC-Br divulgado hoje caiu 0,7%, bem pior que as projeções do mercado. A queda foi generalizada em todos os segmentos. A indústria e a agropecuária apresentaram queda de 0,2%, enquanto, no setor de serviços, a variação negativa foi de 0,8%.
O resultado reflete a desaceleração da economia para 2026, principalmente pelo setor de serviços. De acordo com os dados do IBGE, esse segmento apresentou queda por 5 meses consecutivos até março.
A perda de fôlego da atividade econômica já é prevista pelo mercado financeiro. De acordo com o relatório Focus do Banco Central, que reúne as projeções de bancos, corretoras, fundos e consultorias econômicas, a mediana do crescimento do PIB é de 1,85% para este ano.
Evidentemente, a desaceleração da economia traz reflexos no mercado de trabalho. Não à toa, a taxa de desemprego tem piorado na margem. No final do ano passado, ela se situava na mínima histórica, em 5,1% e, em março deste ano, avançou para 6,1%.
Além do aumento do desemprego, este cenário traz um outro risco: a piora nas contas públicas. O governo tem jogado pesado para aquecer a economia a qualquer custo, ainda mais num ano eleitoral. De acordo com levantamento do BTG para o jornal O Estado de São Paulo, o impacto fiscal de todas as medidas do governo para 2026 – auxílio gás, subsídios para financiamentos, isenção de IR, etc. – é de aproximadamente R$ 140 bilhões.
Infelizmente, essa cifra poderá se tornar ainda maior, com reflexos negativos no déficit fiscal, no endividamento e nos juros. Se os dados de atividade econômica continuarem a piorar, esse montante poderá subir ainda mais. Afinal, fazem o diabo para vencer as eleições.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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