Nem a Otan quer comprar briga com Irã

País islâmico conta com recursos energéticos, militares, alimentos e tem uma população de 90 milhões de habitantes

  • Por Alan Ghani
  • 17/03/2026 18h53
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EFE/ J.J. Guillén Trump na Otan O presidente de Estados Unidos, Donald Trump, chega à cupula da OTAN, em Haia, Holanda

A guerra entre EUA e Irã tem sido muito mais difícil que o presidente Trump imaginou. Definitivamente, o Irã não é a Venezuela. O país com conta com recursos energéticos, militares, alimentos e tem uma população de 90 milhões de habitantes.

Por mais que Trump venha com suas bravatas, de que o Irã está sendo destruído e o objetivo americano está quase atingido – sabe-se lá Deus qual é –, a realidade é bem diferente. Prova disso é que, na semana passada, Trump contatou Putin, presidente do país em que os EUA estão em guerra por procuração, para provavelmente pedir ajuda contra o Irã.

Há relatórios divulgados na imprensa internacional mostrando que a Rússia tem oferecido suporte logístico e de inteligência para o Irã. Pelo nível certeiro de ataques de drones do Irã a bases americanas e à infraestrutura de alguns países do Golfo, é bem provável que o apoio da Rússia esteja acontecendo mesmo.

Além do pedido de ajuda para a Rússia, Trump solicitou que países da Otan e a China fizessem a escolta de navios de petróleo e gás para atravessar o Estreito de Ormuz. E adivinhem? Ninguém aceitou, nem mesmo a Inglaterra.

A razão é simples. Qual é a vantagem desses países comprarem uma briga com Teerã? Com a negativa, e sem o apoio da Otan, Trump em algum momento terá que encerrar os bombardeios. É claro que fará isso, cantando “vitória” e desviando o foco provavelmente para outro possível ataque: Cuba.

Enquanto isso, o petróleo continua há US$103,00 e um repique na inflação mundial é quase certo.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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