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Alan Ghani

Sem motivo, pessimismo reduz um pouco 

Reduções nas perspectivas de inflação e Selic estão longe de ser um céu de brigadeiro

Alan Ghani

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (D), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (c), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante evento em visita à fábrica da montadora Toyota
Lula visita fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) MATEUS MELLO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Foi divulgado nesta segunda-feira (7) o relatório Focus com a mediana das projeções das principais instituições financeiras do mercado. O documento trouxe uma pequena melhora nas projeções de inflação e da taxa básica de juros.  No mês passado, o mercado esperava que a Selic terminasse o ano em 15% a.a; agora a previsão é de 14,75% a.a. Também houve redução da projeção do IPCA. Há um mês, o mercado projetava a inflação em 5,65%, e hoje, 5,53%. 

As reduções nas perspectivas de inflação e Selic estão longe de ser um céu de brigadeiro. O IPCA em 5,53% significa uma inflação elevada e acima do teto da meta (4,5%). Já a Selic em 14,75% é um patamar ainda muito restritivo, que penaliza a atividade econômica. Apesar dessas reduções, não há o que comemorar. De um mês para cá, não houve nenhuma mudança significativa da política fiscal. Pelo contrário, o próprio governo jogou a toalha, admitindo que as contas públicas vão colapsar em 2027. 

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Sem nenhuma melhora no cenário interno, resta ao mercado se apegar a migalhas do ambiente internacional, como o fato de que o Brasil seria o menos prejudicado pela guerra comercial de Donald Trump. O problema que tudo isso pode mudar. Basta um tuíte do presidente dos EUA. 

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