‘Genocidas são os que vibram com morte de alguém’, diz Augusto Nunes sobre Major Olímpio

Morte cerebral do senador, que estava internado com Covid-19, foi confirmada pela equipe dele nesta quinta-feira; comentarista de ‘Os Pingos Nos Is’ destacou qualidades do Major

  • Por Jovem Pan
  • 18/03/2021 19h01 - Atualizado em 18/03/2021 21h01
Marcos Oliveira/Agência SenadoMajor Olímpio morreu nesta quinta-feira, 18

Internado em hospital particular de São Paulo desde o início do mês com Covid-19, o senador Major Olimpio (PSL-SP) teve morte cerebral confirmada na tarde desta quinta-feira, 18. O líder do PSL no Senado foi entubado pela primeira vez no sábado, 6. Com a melhora no quadro de saúde, foi extubado na terça-feira, 9. Com a piora, voltou a ser entubado na quarta-feira, 10. “Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil”, afirmou nota divulgada pela assessoria de imprensa do senador nas redes sociais. Major Olimpio é o terceiro senador vítima do novo coronavírus. Antes dele, morreram Arolde de Oliveira (PSD-RJ), aos 83 anos, em outubro de 2020, e José Maranhão (MDB-PB), aos 87, em fevereiro deste ano. O senador completaria 59 anos no próximo sábado. Ele deixa a esposa e dois filhos.

O comentarista do programa ‘Os Pingos Nos Is’, da Jovem Pan, Augusto Nunes, lamentou a morte do Major, a quem considerava como uma pessoa com muitas virtudes. “Era um homem coerente, corajoso, defendeu seus ideais. Ele nunca negou a existência da Covid-19. Ninguém é louco assim, loucos são os que acreditam que Lula é inocente”, afirmou. Ele criticou aqueles que ironizaram a morte do parlamentar pelas opiniões que ele tinha sobre a pandemia. “Os defensores da vida celebram a morte de quem nunca disse que a pandemia não existia. Aqui nenhum de nós nega a existência da epidemia e sua letalidade, nós apenas defendemos um outro caminho para combatê-la, já que o que está sendo seguido deu errado. Quem insiste nisso é que é maluco, negacionista”, analisou. O jornalista lembrou que responsabiliza o vírus pela morte das pessoas, e que nunca usou a morte de alguém como forma de celebração. “Genocidas são os que vibram com a morte de alguém. A morte não é vitória de ninguém, é uma derrota da vida”, disse.

Confira o programa “Os Pingos Nos Is” desta quinta-feira, 18, na íntegra: