Após operação contra Ciro, parlamentares barram visitas de nomes ligados a escândalos
A operação da Polícia Federal que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta quinta (7) provocou mudança de comportamento imediata nos corredores do Congresso Nacional. Fontes ouvidas pela Jovem Pan afirmam que deputados e senadores orientaram seus auxiliares a redobrar o cuidado com as agendas e a barrar visitas de personalidades de alto perfil nas redes sociais, grandes advogados ou nomes com qualquer ligação a escândalos em curso.
A justificativa, segundo esses auxiliares, é direta: a véspera de um ano eleitoral não é o momento de aparecer ao lado de investigados ou de quem possa virar alvo de operação.
O movimento é sintomático. No mesmo Congresso em que 239 deputados e 42 senadores assinaram o pedido de CPMI do Banco Master, a preocupação agora não é investigar, mas se blindar.
O episódio se soma a outro que expõe a lógica de proteção mútua que permeia o Legislativo. Para preservar parlamentares que receberam lobistas do caso INSS, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, aplicou sigilo de 100 anos nas imagens das dependências da Casa, impedindo que a CPMI do INSS identifique quem transitou pelos corredores para conquistar influência de parlamentares no esquema de desvio de recursos de aposentados.
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Bruno Pinheiro
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