Exclusivo: Forças Armadas fazem levantamento de meios para eventual ação na fronteira com a Venezuela
As Forças Armadas realizaram, neste sábado (2), uma consulta interna para verificar a disponibilidade de meios militares que poderiam ser utilizados em uma eventual operação na fronteira com a Venezuela. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pela Jovem Pan ligadas as forcas armadas. O levantamento, descrito como procedimento de rotina, incluiu a Marinha e envolveu os comandantes das três Forças, que repassaram ao alto escalão dados sobre o número de embarcações, blindados e aeronaves disponíveis ou em emprego em outras missões. Segundo as fontes, não houve determinação para deslocamento de tropas ou cancelamento de operações em andamento.
A consulta ocorreu no mesmo dia em que o governo federal promoveu a primeira reunião de avaliação sobre a situação na Venezuela após o ataque militar realizado pelos Estados Unidos. O encontro, conduzido por videoconferência, contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reuniu a cúpula das áreas de Defesa e Relações Exteriores.
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Ao final, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que a fronteira brasileira permanece aberta e que não há necessidade de reforço no efetivo militar. Segundo ele, há atualmente cerca de 200 militares na faixa de fronteira, 2.300 no estado de Roraima e aproximadamente 10 mil na região amazônica.
O chanceler Mauro Vieira, que estava fora de Brasília, participou de forma virtual e relatou contatos com autoridades estrangeiras. De acordo com a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, não há registro de brasileiros entre os feridos no episódio. Ela acrescentou que turistas brasileiros na Venezuela não enfrentam dificuldades para deixar o país.
Múcio também informou ter recebido telefonema do governador de Roraima, Antonio Denarium, nas primeiras horas da manhã. “O cenário permanece sob controle, apesar da circulação de informações desencontradas”, declarou o ministro. Uma nova reunião da cúpula governamental está prevista para as 17h deste sábado, com participação novamente de Lula, que se encontra na Restinga da Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro.
A convocação ocorreu após o presidente condenar publicamente a ofensiva americana. Em nota divulgada mais cedo, Lula classificou os bombardeios como “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela” e alertou para o “precedente extremamente perigoso” criado para a comunidade internacional, em violação, segundo ele, ao direito internacional e ao multilateralismo.
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