Caso de empresário morto em Interlagos completará dois meses sem solução
Cinco seguranças são os principais suspeitos de terem envolvimento na morte de Adalberto Amarilio Júnior, encontrado dentro de um buraco de três metros de profundidade por 70 centímetros de diâmetro no dia 3 de junho. Prestes a completar dois meses do caso, a Polícia Civil ouviu mais de 40 pessoas e realizou uma operação para apreender celulares e outros objetos de suspeitos que teriam ligação com o crime. Entre todos os investigados, os que caíram em contradição, segundo o que a coluna apurou junto às fontes, foram os seguranças, sendo três vigilantes, um chefe e o coordenador da equipe.
Os celulares deles foram encaminhados para perícia, que está fazendo uma apuração minuciosa nos aparelhos — mesmo as informações apagadas podem ser acessadas por meio de dispositivos capazes de recuperar dados em nuvem. Em paralelo a isso, a polícia conseguiu junto à Justiça autorização para novos mandados de busca e apreensão para obtenção de provas.
Num dos mandados de busca e apreensão, um dos seguranças chegou a ser preso por porte ilegal de 21 munições de revólver calibre 38. Mas foi liberado após pagar fiança. Ele é lutador de jiu-jitsu, e a polícia não descarta que um golpe pode ter levado Adalberto à morte por asfixia, após uma discussão entre a vítima e os seguranças.
O segurança que foi preso e pagou fiança atuava como coordenador do grupo que realizava a vigilância do evento. O lutador já tem antecedentes criminais por ameaça, furto e até associação criminosa. A expectativa da polícia é que, nos próximos dias, consiga ter as provas que comprovem a principal linha de investigação.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Pelo o que a coluna apurou, o que causou estranheza na polícia foi a falta de algumas mensagens trocadas entre os seguranças (algumas delas que teriam sido apagadas). Por isso, o setor pericial tem trabalhado para recuperar as informações e dessa maneira ter elementos sobre os investigados.
[jp-related-posts ids=”2019138,1998463″]
Assuntos
continue lendo
David de Tarso
Justiça nega novo habeas corpus de Deolane Bezerra; defesa vai recorrer ao STJ
Advogados contestam entendimento sobre a competência da Justiça Estadual e afirmam que a prisão preventiva da influenciadora é ilegal; Deolane é investigada na Operação Vérnix, que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
- Marcola não participará presencialmente de julgamento em SP; Justiça cita risco à segurança pública David de Tarso · há 4 dias
- São Paulo e região metropolitana registram 17 corpos encontrados desde setembro David de Tarso · há 4 dias
- São Paulo tem 14 corpos encontrados em 48 dias; polícia investiga possível ligação com tribunal do crime David de Tarso · há 5 dias
- Justiça solta PM investigado por morte de mulher durante abordagem em SP David de Tarso · há 2 semanas