Ancelotti terá o desafio de evitar que a seleção fique seis Copas na fila
O técnico da seleção foi finalmente apresentado e os desafios serão grandes até a Copa, em 2026. Primeiro, o comandante italiano precisa conseguir a classificação para o torneio que será organizado em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá. Depois, é necessário montar uma equipe competitiva para tentar o inédito hexacampeonato. Na história dos Mundiais, a equipe nacional jamais ficou seis Copas na fila.
Até 1958, ano do primeiro título, foram cinco edições sem erguer a taça: 1930, 1934, 1938, 1950 e 1954. Entre o tri, em 1970, e o tetra, em 1954, o Brasil também amargou cinco frustrações consecutivas: 1974, 1978, 1982, 1986 e 1990. Já a última vitória brasileira ocorreu em 2002, ano do penta, marca até hoje não igualada pelos adversários. Desde então, foram cinco Mundiais perdidos, incluindo o de 2014, ano da maior desonra do futebol nacional com a derrota para a Alemanha, 7 a 1, na fase semifinal, no Mineirão. Por ironia, o técnico era Luiz Felipe Scolari, justamente o comandante da última conquista nacional relevante, em 2002.
Resgato aqui, um trecho do diário escrito por ele durante a campanha do pentacampeonato. Nos textos, publicados no livro “Felipão, a Alma do Penta” (ZH publicações/2002), de Ruy Carlos Ostermann, o treinador desabafa ao falar sobre a conquista: “Alegria, choro, emoção, volta olímpica, abraços e penta. Taça na mão. Voltamos ao hotel e liberamos todos. Nós permanecemos até 4h da manhã revivendo tudo o que realizamos neste ano da seleção. Até neste momento de festa, notamos o quanto foi importante termos saído do Brasil para a Espanha. Malásia e amistosos que realizamos antes e depois de começar a pré-temporada de Copa. (…) Procuramos devolver aos atletas a confiança. (…) Mostramos ao mundo a competência de um departamento médico e as qualidades dos nossos preparadores físicos e dos nossos fisioterapeutas, não esquecendo o nosso grupo de apoio que foi maravilhoso. (…).”
[cta-selector name=”model3″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_JPEsportes.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan Esportes e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9wMgZD8SE3UbBwem2u” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Felipão destaca que o grupo, que tinha como destaque Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, ficou junto 53 dias até a conquista do pentacampeonato, na Ásia. Sobre o esquema tático utilizado, alvo de críticas, na época, o treinador explica que apostou em três zagueiros e que “como alguns não entendiam qual era o esquema de jogo do Brasil, volto a frisar [que] ‘usei todas as qualidades dos atletas’, com variações para determinados momentos.” O técnico aponta que o esquema variou durante a Copa e que a seleção foi hábil em ocupar espaços, surpreender os adversários e chegar sempre à frente. Que Ancelotti tenha a mesma sorte de Felipão!
[jp-related-posts ids=”1973789,1972458″]