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Thiago Uberreich

Derrota histórica para o Japão pressiona Ancelotti a formar base para a Copa

A seleção perdeu de virada por 3 a 2 em um jogo em que faltou conjunto e sobraram erros na defesa

Thiago Uberreich

Jogadores japoneses comemoram após derrotar o Brasil no amistoso internacional de futebol entre Japão e Brasil em Tóquio, Japão, 14 de outubro de 2025. (Futebol, Amistoso, Brasil, Japão, Tóquio) EFE/EPA/FRANCK ROBICHON
Jogadores japoneses comemoram após derrotar o Brasil no amistoso internacional de futebol entre Japão e Brasil em Tóquio, Japão, 14 de outubro de 2025. (Futebol, Amistoso, Brasil, Japão, Tóquio) EFE/EPA/FRANCK ROBICHON EFE/EPA/FRANCK ROBICHON

Em um resultado justo, a seleção brasileira principal nunca tinha perdido para o Japão. Depois da boa apresentação diante da Coreia do Sul, Ancelotti resolveu mudar radicalmente a equipe. Consequência: bagunça, desentrosamento e o time se deixou envolver pelo bom toque de bola dos orientais. No começo do jogo, o Japão encontrou espaços, mas pecou na finalização. Do lado brasileiro, Paquetá estava sumido e Vinícius Júnior tinha dificuldades para se desvencilhar da marcação. Entretanto, na base individual, a seleção conseguiu balançar as redes com Paulo Henrique, em uma boa assistência de Bruno Guimarães, e com Martinelli, depois de um lançamento de Paquetá. 

No segundo tempo, o Brasil voltou desatento e um erro de Fabrício Bruno fez o Japão diminuir o placar. Ancelotti começou a fazer alterações que não deram resultado. Pelo contrário, as mudanças ampliaram a bagunça na seleção e, aos 16 minutos, os adversários empataram em uma nova infelicidade de Fabrício Bruno. Os donos da casa se empolgaram e, até o final, a seleção foi uma tragédia a ponto de ceder mais um gol: uma virada histórica que amplia as dúvidas sobre a formação da equipe nacional. Ancelotti ainda colocou Estevão e Richarlyson, mas nada deu certo. 

Jogo treino é feito para testar jogadores, claro. Entretanto, o problema é o tempo curto até a Copa para montar uma boa seleção. Ancelotti deveria ter entrado em campo hoje com a mesma “espinha dorsal” utilizada contra a Coreia do Sul, equipe bem mais fraca do que a japonesa. A desorganização “matou” o Brasil hoje. No mês que vem, serão dois amistosos contra times africanos (provavelmente Senegal e Tunísia). A CBF ainda negocia jogos contra europeus, o que seria fundamental para a preparação. 

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A derrota inédita desta terça-feira (14) só amplia as incertezas. Sob o comando de Ancelotti, a seleção não tinha sofrido, até agora, mais de um gol por jogo.

Poderia ter sido melhor, deveria ter sido bem melhor!

JAPÃO 3×2 BRASIL – TÓQUIO 
Brasil: Hugo Souza; Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Carlos Augusto; Casemiro, Bruno Guimarães (Joelinton) e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Vinicius Junior (Rodrygo), Gabriel Martinelli (Matheus Cunha)
Técnico: Carlo Ancelotti
Japão: Zion Suzuki; Taniguchi, Watanabe e Junnosuke Suzuki; Sano, Nakamura, Doan, Minamino e Kamada; Kubo (Ito), Ueda
Técnico: Hajime Moriyasu
Gols: Paulo Henrique (13º), Gabriel Martinelli (32º), Minamino (51º), Nakamura (61º), Ueda (70º)
Local: Ajinomoto Stadium, em Tóquio
Árbitro: Kim Jong Hyeok (KOR)

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