JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Pânico | 12h00 - 14h00
Thiago Uberreich

Destaque na Copa de 2002, Ronaldinho Gaúcho se despediu do futebol há dez anos

O jogador é lembrado até hoje pelo 'gol espírita' que fez contra a Inglaterra pelas quartas de final

Thiago Uberreich

Ronaldinho Gaúcho defende o Fluminense no Maracanã em seu último jogo como profissional
21739251715_76cbd6cb22_k Bruno Haddad/Fluminense FC - 26/09/2015

Ronaldinho Gaúcho, um dos astros de primeira grandeza do futebol brasileiro, se despediu do futebol há uma década. Em 26 de setembro de 2015, ele deu adeus aos gramados em uma partida contra o Goiás. Dois dias depois, o atleta decidiu encerrar o vínculo com o Fluminense, após dois meses. O brasileiro recebeu propostas de outros países, mas resolveu pendurar de vez as chuteiras. 

O jogador, que atuava como meia ou ponta esquerda, foi uma das estrelas que surgiram na difícil transição 1998-2002. O trio Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo era a grande diferença entre o Brasil e qualquer seleção. 

O gol que ele fez contra a Inglaterra, pelas quartas de final da Copa de 2002 (sediada em conjunto por Japão e Coreia do Sul), é inesquecível. A torcida brasileira estava apreensiva, mas confiante de que as estrelas nacionais fariam a diferença naquele jogo. O primeiro tempo terminou empatado: 1 a 1. Aos 3 minutos da etapa final, Cafu cobrou lateral e Kléberson sofreu falta de Scholes, na direita, a cerca de 40 metros de distância da meta inglesa. A barreira adversária se postava em cima da linha da grande área para forçar eventual impedimento do ataque brasileiro, caso fosse feito o lançamento. Depois de muita demora do árbitro para autorizar a cobrança, Ronaldinho chutou, a bola viajou pelo ar, encobriu o goleiro e entrou no ângulo direito como um foguete. O mundo inteiro acompanhou o lance que parecia se desenrolar em câmera lenta. 

O craque brasileiro surpreendeu os adversários e os próprios companheiros, que se entreolhavam com cara de espanto. Seaman ficou em pé, enroscado nas redes, desolado, e não acreditava no que tinha acontecido. Foi uma pintura de gol e uma virada de placar heroica: 2 a 1. Afinal, o camisa 11 tentou cruzar ou chutar direto? Quando a conquista do penta completou 20 anos, Ronaldinho Gaúcho relembrou o golaço em uma postagem nas redes sociais: “Da Copa de 2002 eu lembro de tudo, principalmente do gol contra a Inglaterra, que foi muito importante para nós, brasileiros, para o nosso time e nosso país. É uma lembrança maravilhosa. Um gol que, aonde quer que eu vá, todo mundo sempre pergunta se eu quis cruzar ou chutar no gol. Um gol que, sem dúvida, é um dos mais importantes da minha carreira. (…) Eu já tinha reparado, quando a gente olhava os vídeos dos outros jogos, já analisava que o goleiro deles sempre ficava um pouco adiantado. Então, já veio a possibilidade ali. Junto com a sorte, acabou saindo aquele lindo gol”. Em outras entrevistas, o craque chegou a dizer que tentou jogar direto para o gol, mas não esperava a curva feita pela bola. 

Quando o grito de gol ainda ecoava pela madrugada no Brasil, veio um lance que deixaria a torcida apreensiva. Destaque na partida, Ronaldinho Gaúcho entrou de forma dura em Mills e atingiu o tornozelo do inglês. O árbitro não titubeou e o expulsou aos 12 minutos da etapa final do duelo. No lance, o jogador brasileiro errou a bola e pegou o adversário. Foi uma jogada desnecessária, ainda mais porque a seleção estava no ataque. Entretanto, a seleção segurou o resultado e garantiu vaga nas semifinal e seguiu firme até o penta. 

[cta-selector name=”model3″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_JPEsportes.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan Esportes e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9wMgZD8SE3UbBwem2u” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

O auge da carreira de Ronaldinho veio depois daquela conquista, quando levou duas vezes o prêmio da Fifa como melhor do planeta, em 2004 e 2005. O jogador participou ainda da Copa de 2006, na Alemanha, mas a seleção, apesar de favorita, não chegou ao hexa. Natural de Porto Alegre, o gaúcho atuou por Grêmio, Paris Saint-Germain (França), Barcelona (Espanha), Milan (Itália), Flamengo, Atlético-MG, Fluminense e Querétaro (México).

[jp-related-posts ids=”2060605,2060238″]