Joseval Peixoto lança livro de memórias e conta histórias marcantes da Jovem Pan
Em 1966, a Rádio Panamericana precisava se modernizar e adotou o nome Jovem Pan, aproveitando os embalos da Jovem Guarda, movimento musical que revolucionou os costumes dos jovens no Brasil. Com o passar dos anos, a emissora revolucionou as coberturas jornalísticas e um dos fatos mais marcantes foi o incêndio no Edifício Joelma, em São Paulo, em primeiro de fevereiro de 1974.
A aparente tranquilidade daquela sexta-feira, em São Paulo, que ainda vivia o período de férias escolares e que estava em contagem regressiva para o Carnaval, que começaria em 23 de fevereiro, foi interrompida por um curto-circuito no 12º andar do edifício Joelma, localizado na rua Santo Antônio, número 184. O fogo começou por volta de 8h45 da manhã nos escritórios do Banco Crefisul. “O primeiro alarme do Corpo de Bombeiros foi às 8h45. Por volta de 10h30, o fogo já havia consumido praticamente todo o material inflamável do prédio. O incêndio foi finalmente debelado com a ajuda de doze autobombas, três autoescadas, duas plataformas elevatórias e o apoio de dezenas de veículos de resgate. Somente por volta de 15h os sobreviventes haviam sido resgatados. Mas há relatos de que a operação com helicópteros, para retirada de outros sobreviventes no terraço do Joelma, persistiu até 17h, inclusive de corpos. A operação de rescaldo seguiu até a parte da noite”, conta o jornalista e pesquisador Adriano Dolph, autor do livro “Fevereiro em chamas”.
Naquele horário, cerca de 750 pessoas estavam no prédio de vinte e cinco andares, sendo dez de garagem. Em meio à paisagem cinzenta da região central, o edifício chama atenção hoje por causa da cor amarela da fachada. A estrutura fica na confluência de um dos locais mais movimentados da cidade: Avenida Nove de Julho, Praça das Bandeiras e do Vale do Anhangabaú. Quem trafega pelo corredor Norte-Sul, entre a Avenida Tiradentes e a Vinte e Três de Maio, não tem como não reparar na construção. Além dos 300 feridos, o número de mortes variou ao longo dos anos: foram 181 óbitos, número correspondente aos laudos necroscópicos.
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Em “Jovem Pan na história”, podcast produzido em 2020, Joseval Peixoto relata com emoção os acontecimentos daquele dia. O jornalista, dos nomes mais importantes da história do rádio e do Direito, vai lançar, nesta quarta-feira (13), o livro “A lenda Joseval Peixoto: voz, memórias e versos de uma vida ao vivo” (Editora 45 e Fons Sapientiae). O evento será na Livraria Drummond, do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), a partir das 18h.
Ouça agora trechos da cobertura do incêndio do Joelma, em 1974, na voz marcante de Joseval Peixoto.
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